PF aponta Mineiro em esquema ilícito do Master
A Polícia Federal aponta que ‘Mineiro’ montou estrutura para movimentar dinheiro ilícito ligado ao Banco Master. Colaboração premiada homologada pelo STF e remessas de US$ 12,3 milhões para o Havengate estão no centro das investigações. O caso envolve políticos e operadores financeiros.

A Polícia Federal afirma que o operador conhecido como “Mineiro” montou uma estrutura para movimentar dinheiro de origem ilícita ligado ao Banco Master. A informação consta em relatório que embasa investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso ganhou novo capítulo após a homologação de um acordo de colaboração premiada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, em 9 de setembro.
Segundo o documento, “Mineiro” fechou o acordo com a Procuradoria Geral da República. A partir daí, a PF detalhou o funcionamento de um esquema que teria usado fundos de investimento e empresas offshore para ocultar a origem de recursos. O relatório aponta que a estrutura envolvia remessas internacionais e contratos de financiamento de produções audiovisuais.
Colaboração premiada homologada pelo STF
O acordo de colaboração de “Mineiro” foi homologado em 9 de setembro pelo ministro André Mendonça, do STF. A homologação ocorreu após tratativas com a Procuradoria Geral da República. Com isso, o colaborador passou a fornecer informações sobre o funcionamento do esquema.
A PF não detalhou o teor integral da colaboração, mas indicou que ela reforça as suspeitas de que a estrutura montada servia para lavar dinheiro. O relatório menciona que o operador teria atuado na criação de empresas e fundos no exterior. A fonte não detalhou os valores totais movimentados pelo grupo.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.poder360.com.br
Remessas de US$ 12,3 milhões para o Havengate
No caso conhecido como “Dark Horse”, a PF identificou remessas da Entre Investimentos para o Havengate que somaram US$ 12,3 milhões em 2025. O contrato de financiamento da produção previa US$ 24 milhões, e os valores enviados eram praticamente correspondentes às parcelas previstas no acordo. A primeira remessa relacionada ao filme, de US$ 2 milhões, foi feita em fevereiro de 2025.
O Havengate havia sido criado para um projeto imobiliário no Texas que não saiu do papel. A PF afirma que a estrutura do fundo envolvia Altieres Santana e Paulo Sergio Camin Calixto, advogado apontado pela corporação como ligado a Eduardo Bolsonaro. A fonte não detalhou o papel exato de cada um na operação.
Relatório do Coaf aponta 168 operações suspeitas
O Relatório de Inteligência Financeira do Coaf reuniu 168 comunicações de operações suspeitas envolvendo direta ou indiretamente os principais investigados. As transações analisadas foram feitas de 24 de janeiro de 2019 a 24 de maio de 2026. O documento foi produzido depois de o Coaf identificar indícios de lavagem de dinheiro ou de outros crimes relacionados.
O relatório cita que Freixo era chamado de “pioneiro nas Bahamas” por estruturas offshore que teria montado no país. Em 2 de dezembro de 2025, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) rejeitou uma proposta de Termo de Compromisso apresentada por Freixo, pela Entre Investimentos, pelo Banco Master e por Daniel Vorcaro. A rejeição indica que o órgão regulador considerou a proposta insuficiente para encerrar o caso.
PF quer aprofundar investigação
A PF pede o aprofundamento da investigação para esclarecer a origem dos recursos, o trânsito e a destinação dos valores e os beneficiários finais. A corporação também quer esclarecer o papel de Freixo, Flávio Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro, Mario Frias (PL) e outros envolvidos na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes.
O pedido indica que ainda há lacunas sobre como o dinheiro circulou entre as empresas e quem efetivamente se beneficiou. A PF não fez acusações formais contra os citados, mas aponta a necessidade de novas diligências. O caso segue sob sigilo e não há prazo para conclusão.
Próximos passos da apuração
Com a colaboração de “Mineiro” e os dados do Coaf, a expectativa é que a PF avance na identificação dos responsáveis. A investigação pode levar a novas fases operacionais e depoimentos. O envolvimento de figuras públicas aumenta a pressão por respostas rápidas.
O Banco Master não se manifestou publicamente sobre o caso até o momento. A defesa dos citados também não foi localizada. O portal Boca no Trombone segue acompanhando os desdobramentos e trará novas informações assim que disponíveis.
Fonte
- www.poder360.com.br
- Priorize o Poder no Google (www.google.com)
- liquidada pelo Banco Central (entrepay.com.br)
- Jair Bolsonaro (drive.poder360.com.br)
- Eduardo Bolsonaro (drive.poder360.com.br)
- rejeitou (www.gov.br)
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