PF combate venda ilegal de emagrecedores em Ponta Grossa na Operação Heavy Pen

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Luísa de Andrade
Luísa de Andradehttp://www.bntonline.com.br
Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, apuração de pautas e cobertura de temas de interesse público. Atua na elaboração de reportagens multimídia, produção de textos informativos e cobertura de eventos, com foco em jornalismo local.
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A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou na manhã desta terça-feira (07) a Operação Heavy Pen. A ofensiva visa desarticular organizações criminosas envolvidas na produção clandestina, falsificação e comércio irregular de medicamentos e insumos farmacêuticos voltados ao emagrecimento. No Paraná, as diligências atingem cidades como Curitiba, Londrina e Ponta Grossa.

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Ao todo, os agentes cumprem 45 mandados de busca e apreensão e realizam 24 ações de fiscalização em 12 estados brasileiros. No território paranaense, além da capital e da região dos Campos Gerais, a operação também percorre os municípios de Fazenda Rio Grande, Araucária, Arapongas e Umuarama.

FOCO EM SUBSTÂNCIAS INJETÁVEIS E CLÍNICAS ESTÉTICAS

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O alvo principal da Operação Heavy Pen em Ponta Grossa e demais localidades são os produtos à base de princípios ativos como a semaglutida e a tirzepatida, amplamente conhecidos por sua aplicação em tratamentos de obesidade. Também estão no radar substâncias como a retatrutida, que ainda não possui autorização para comercialização em solo brasileiro.

As equipes de fiscalização concentram esforços em estabelecimentos que atuam à margem da regulação sanitária. Entre os locais vistoriados estão: laboratórios de manipulação, clínicas de estética e empresas de fracionamento de medicamentos.

Em Ponta Grossa, as informações sobre possíveis irregularidades em estabelecimentos específicos ainda estão sendo apuradas e processadas pela Polícia Federal, que busca identificar se clínicas locais participavam da rede de distribuição de fármacos sem registro ou de origem desconhecida.

EXPLOSÃO NAS APREENSÕES

Os dados que motivaram a ação são alarmantes. Segundo a Polícia Federal, as apreensões de medicamentos emagrecedores ilegais saltaram de apenas 609 unidades em 2024 para expressivos 60.787 em 2025. Somente nos primeiros três meses de 2026, o volume já atingiu a marca de 54.577 unidades, indicando um mercado clandestino em franca expansão.

Os investigados podem responder por crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de contrabando. Os materiais colhidos durante esta terça-feira servirão de base para o aprofundamento das investigações sobre a cadeia ilícita desses produtos no Paraná.

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