PG reduz filas na saúde e investe na ampliação dos serviços
Aumento na oferta de consultas, reorganização de fluxos e parcerias regionais contribuíram para avanços no atendimento à população

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A Prefeitura de Ponta Grossa investiu R$ 15 milhões na ampliação de consultas, exames e estrutura de atendimento na saúde pública municipal. O resultado já pode ser percebido pela população: a redução significativa nas filas de espera por especialidades médicas, especialmente na área de oftalmologia, um dos maiores gargalos do SUS em todo o país.
De acordo com a presidente da Fundação Municipal de Saúde, Lilian Brandalise, o trabalho vem sendo realizado desde o início da atual gestão com foco na melhoria do acesso aos serviços especializados. “Para reduzir as filas, organizamos os fluxos, ampliamos a oferta de consultas e buscamos parcerias, principalmente com o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIM-Saúde) e o Governo do Estado”, explicou.
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Oftalmologia é destaque na ampliação de atendimentos
A área de oftalmologia teve uma atenção especial. Com o aumento do número de prestadores credenciados, a Fundação conseguiu dar vazão à fila acumulada. “Hoje conseguimos manter o fluxo constante, mesmo que a fila nunca zere completamente, como ocorre também na saúde privada”, disse Lilian.
A presidente ressaltou ainda a sensibilidade da prefeita Elizabeth Schmidt em relação à pauta. “A prefeita tem acompanhado de perto essa questão e nos dá todo o apoio para buscar soluções eficazes”.
Recursos tripartite garantem ampliação
O valor de R$ 15 milhões investidos em 2024 é resultado da junção de recursos do governo federal, estadual e do próprio município, incluindo verbas de livre aplicação. Segundo Lilian, o financiamento do SUS é tripartite, mas os municípios vêm assumindo uma fatia cada vez maior dos custos. “Aumentar o acesso custa dinheiro. Consultas e exames não são gratuitos para o sistema, então é preciso planejamento e investimento real para garantir esse serviço à população”, destacou.
Novos profissionais e fortalecimento da atenção primária
Parte do investimento também foi direcionado à atenção primária, considerada a principal porta de entrada do sistema. Novos médicos chegaram por meio do programa Mais Médicos, além de contratações diretas via empresa terceirizada. “Hoje temos uma cobertura mais eficiente e estruturada, com profissionais fixos nas unidades básicas de saúde”, afirmou.
As unidades de saúde também passaram por reformas físicas e implantação do método 5S, que visa organizar os ambientes e garantir mais segurança para usuários e profissionais.
Desafios persistem, mas com avanços concretos
Mesmo com os avanços, a presidente reconhece que ainda há desafios, principalmente na contratação de especialistas em áreas como reumatologia e neurocirurgia. “Estamos trabalhando para ampliar a oferta e formar uma verdadeira rede de atenção integrada à saúde”, concluiu.























