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Esporte

PG sedia Festival Regional Paradesportivo com foco em inclusão e novos talentos

Rudolf Polaco e Fabiano Gioppo concederam entrevista ao BnT Online e destacaram suas expectativas em relação ao festival e ao paradesporto de Ponta Grossa.

Rudolf Polaco e Fabiano Gioppo concederam entrevista ao BnT Online e destacaram suas expectativas em relação ao festival e ao paradesporto de Ponta Grossa.
Foto: Diogo Laba
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O Festival Regional Paradesportivo, que será realizado no dia 8 de setembro em Ponta Grossa, promete movimentar o cenário esportivo inclusivo nos Campos Gerais. Organizado pelo Governo do Estado, por meio do Escritório Regional do Esporte, em parceria com a Prefeitura Municipal, o evento reunirá oficinas, palestras e atividades abertas a pessoas com deficiência, com o objetivo de promover cidadania, inclusão e incentivar novos talentos.

Em entrevista para o BnT Online o chefe do Escritório Regional do Esporte, Rudolf Polaco, afirmou que a escolha de Ponta Grossa para sediar o festival se deu por ser a maior cidade entre os 31 municípios da regional. “Vamos trazer para cá qualificação, com palestra do professor Ben Hur sobre basquete em cadeira de rodas, e oficinas de golf 7, judô e basquete. Não é preciso ser atleta para participar, basta ser pessoa com deficiência e ter vontade de conhecer e praticar esportes. O objetivo é mostrar que todos têm condições de fazer parte do mundo esportivo”, explicou.

O evento é gratuito e contará com a participação de entidades como APACD, APAE e APADEVI, além de convidados de cidades vizinhas. A expectativa, segundo Polaco, é reunir entre 100 e 150 participantes.

Crescimento do paradesporto em Ponta Grossa

À frente do setor paradesportivo da Secretaria Municipal de Esportes há três anos, Fabiano Gioppo destaca que o trabalho na cidade tem evoluído rapidamente. “Quando começamos, havia apenas o basquete em cadeira de rodas e o goalball. Hoje, temos 15 modalidades e atendemos cerca de mil pessoas com deficiência por mês, incluindo física, visual, auditiva e autismo. Projetos como o do nadador paralímpico Daniel Dias, que hoje atende 80 crianças, mostram que é possível transformar vidas pelo esporte”, afirmou.

Gioppo ressalta ainda que o paradesporto vai além da competição. “Muitos atletas voltam a estudar, conseguem emprego e retomam sonhos. Temos atletas recebendo bolsas municipais, estaduais e nacionais, e outros já próximos de disputar Paralimpíadas. Mas o mais importante é democratizar o acesso, fazer com que todos se sintam incluídos e valorizados.”

Um dia para vivenciar e aprender

O Festival Regional Paradesportivo será realizado no Ginásio Jamal, com programação pela manhã e à tarde. Pela manhã, haverá palestra formativa sobre basquete em cadeira de rodas. À tarde, serão realizadas as oficinas de golf 7, judô e basquete, permitindo que participantes experimentem modalidades que muitas vezes estavam distantes de sua realidade.

“Queremos que as pessoas saiam daqui com novas perspectivas. O esporte muda vidas, e esse festival é mais um passo para garantir que ninguém fique de fora”, concluiu Polaco.

Com supervisão de Marcos Silva.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Jornalista formado pela UEPG, atuo como repórter no BnT Esporte Clube e no jornalismo diário do BnT. Comprometido com uma cobertura responsável, dinâmica e pautada pela qualidade da informação.
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