PIB do Paraná cresce o dobro da média nacional e supera os EUA no 1º trimestre
O PIB paranaense alcançou um total de R$ 210,9 bilhões entre janeiro e março; 18% desse valor vem da agropecuária, com R$ 37,9 bilhões.

No primeiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná registrou um crescimento de 5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado na segunda-feira (16), pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nas informações mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este desempenho é quase o dobro da média nacional, que foi de 2,8%, colocando o estado em uma posição vantajosa em relação a potências econômicas como os Estados Unidos, que cresceram 2,1%, e diversas nações europeias.
O PIB paranaense alcançou um total de R$ 210,9 bilhões entre janeiro e março. Desse montante, R$ 37,9 bilhões provêm da agropecuária, representando 18% do total. A indústria contribuiu com R$ 41,4 bilhões (19,6%) e o setor de serviços teve um impacto significativo com R$ 108,1 bilhões (51,3%), enquanto os R$ 23,5 bilhões restantes correspondem a impostos (11,1%).
O Ipardes atribui o sólido crescimento do primeiro trimestre a setores como o refino de petróleo, a produção de veículos automotores, a fabricação de máquinas e equipamentos e a geração de energia elétrica. Todos esses segmentos apresentaram aumentos expressivos em sua produção quando comparados aos três primeiros meses do ano anterior.
O destaque foi o setor agropecuário, que obteve um crescimento de 13,08%, superando a média nacional de 10,17%. Esse avanço é impulsionado principalmente pelas cooperativas paranaenses que estão na vanguarda da produção recorde de carnes bovina, suína e de frango. Além disso, mesmo com adversidades climáticas, o cultivo do milho promete uma safra histórica neste ano.
A indústria também demonstrou um desempenho notável ao crescer 5,92%, ultrapassando a média nacional de 2,4%. Essa expansão é atribuída à instalação de novas fábricas em várias regiões do estado, atraídas por um ambiente favorável aos negócios caracterizado por infraestrutura moderna e incentivos fiscais. Os setores automotivo, farmacêutico, alimentício e madeireiro foram especialmente beneficiados.
Um exemplo recente desse dinamismo industrial foi o anúncio da construção de uma nova fábrica pela multinacional chinesa Linglong Tire em Ponta Grossa. A empresa investirá aproximadamente US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,7 bilhões) em uma unidade produtiva avançada de pneus.
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O setor de serviços no Paraná também se destacou com um crescimento de 3,44%, superior ao registrado no Brasil (2,09%). Esse aumento é impulsionado principalmente pelos serviços destinados às famílias paranaenses, como as atividades relacionadas à alimentação e alojamento. O crescimento da renda média da população e a recuperação do consumo familiar são fatores que explicam esse desempenho. No final do último trimestre de 2024, o Paraná atingiu uma taxa de desemprego histórica de apenas 3,3%, com um aumento significativo na renda média dos trabalhadores — um crescimento de 19,2%, o maior entre os estados das regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste.
Jorge Callado, presidente do Ipardes, comentou que os dados refletem uma tendência positiva observada nas pesquisas econômicas realizadas pela instituição. Ele enfatizou que o crescimento na produção agropecuária e industrial contribui para a elevação real dos salários e para a redução do desemprego no estado.
Ulisses Maia, secretário estadual do Planejamento, ressaltou que os resultados positivos da economia paranaense são frutos das políticas públicas implementadas pelo governo estadual voltadas para o apoio ao setor produtivo e à infraestrutura. Ele afirmou que essas ações são fundamentais para construir um cenário econômico robusto no estado.
Em termos comparativos internacionais, o Ipardes apresentou dados que mostram que o crescimento do PIB do Paraná supera diversos países como Espanha (2,6%), Estados Unidos (2,1%), Holanda (2%), Suécia (0,6%), França (0,3%), Itália (0,3%) e Alemanha (-0,2%).
*Com informações da Assessoria de Imprensa























