Plano da Anac deixa pista de PG sem ampliação e revolta prefeita
Prefeita afirma que município já protocolou contribuições técnicas junto a Anac e vai articular apoio da bancada paranaense para incluir ampliação da pista como obrigação de investimento

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, afirmou que o município vai reforçar a mobilização para evitar que o Aeroporto Comandante Antonio Amilton Beraldo seja prejudicado no processo de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília pela Anac. Segundo ela, apesar de tratativas anteriores em Brasília, o plano publicado para consulta pública não prevê a ampliação da pista do aeroporto ponta-grossense.
A consulta pública da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a repactuação da concessão do Aeroporto de Brasília foi aberta em 23 de junho e recebe contribuições até 7 de agosto de 2026. O processo também prevê uma audiência pública virtual no dia 29 de julho. De acordo com Elizabeth, o documento prévio classifica o aeroporto de Ponta Grossa como faixa 3, condição que permitiria a operação de aeronaves maiores, como Airbus A320 e Boeing 737.
No entanto, a prefeita afirma que um trecho do material mantém a pista com 1.280 metros, medida considerada insuficiente pelo município para a operação regular desse tipo de aeronave. “Embora o nosso aeroporto seja classificado no edital como faixa 3, que permite a aterrissagem de jatos como Airbus A320 e Boeing 737, que deve ter uma pista de pelo menos 1.799 metros, um ponto do documento prévio mantém justamente a pista de Ponta Grossa com 1.280 metros. Isso é inaceitável”, declarou a prefeita.
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Investimentos no aeroporto
Elizabeth também destacou que Ponta Grossa já recebe investimentos federais, por meio da Secretaria de Aviação Civil, para melhorias estruturais no aeroporto. Segundo ela, os recursos contemplam um novo terminal de passageiros, pátio de aeronaves e pista de taxiamento dimensionados para uma categoria superior de operação.
“Não é inteligente, não é adequado e nem é responsável manter a pista nas dimensões atuais”, afirmou. A prefeita disse ainda que a Prefeitura já protocolou contribuições técnicas dentro da consulta pública da Anac. A principal proposta do município é que o edital estabeleça como obrigação de investimento um comprimento mínimo de pista suficiente para a operação regular de aeronaves código C, categoria que inclui jatos comerciais como os citados por Elizabeth.
Agora, a gestão municipal busca apoio político para pressionar pela alteração no documento. Segundo a prefeita, a articulação envolve a bancada do Paraná na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A Prefeitura também pretende participar da audiência pública virtual marcada para 29 de julho. “Esta é a melhor chance de termos um aeroporto digno em nossa cidade. Não vamos deixar passar”, afirmou Elizabeth.
A repactuação da concessão do Aeroporto de Brasília faz parte de um processo conduzido pela Anac e pelo Governo Federal. A consulta abrange a minuta do edital, anexos e termo aditivo ao contrato de concessão. Para Ponta Grossa, a discussão é considerada estratégica porque pode definir o futuro da infraestrutura aeroportuária do município.






















