Polícia aguarda laudo sobre suposto abuso sexual de criança em escola de PG
Representantes da criança e profissionais da instituição já prestaram depoimento; perícia será usada para apurar possível crime

A Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa, confirmou a instauração de um inquérito policial para investigar a denúncia de suposto abuso sexual contra uma criança de 3 anos em uma instituição particular de ensino da cidade.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (2), a Polícia Civil informou que iniciou as investigações imediatamente após receber a comunicação do caso. O objetivo do inquérito é apurar se houve crime, além de identificar uma eventual autoria. Segundo o Nucria, os representantes legais da criança já prestaram depoimento.
Profissionais da instituição de ensino também foram ouvidas pela delegada responsável pela investigação.
Polícia aguarda laudo pericial
A próxima etapa depende da conclusão e do encaminhamento do laudo pericial solicitado durante a apuração. O documento será analisado em conjunto com os depoimentos e os demais elementos reunidos pela Polícia Civil. “A Polícia Civil aguarda a conclusão e o encaminhamento do laudo pericial para continuidade da investigação”, informou o Nucria.
A corporação ressaltou que o inquérito foi instaurado para apurar a autoria e a materialidade delitiva, ou seja, verificar se houve a prática de um crime e quem poderia ter sido responsável.
Versões são investigadas
O caso foi comunicado às autoridades após a família relatar mudanças no comportamento da criança ao buscá-la na escola, no dia 27 de agosto. O menino teria apresentado tristeza, incômodo ao sentar e, posteriormente, relatado uma possível situação de abuso.
A defesa de uma das professoras negou negligência e afirmou que a criança não ficou sozinha ou isolada na instituição. O advogado Fernando Madureira também declarou que uma lesão teria sido registrada e fotografada pela professora 16 dias antes da denúncia. Essa informação deverá ser analisada pelas autoridades.
A família também formalizou uma denúncia no Núcleo Regional de Educação (NRE), solicitando a verificação de câmeras, registros de atendimento e protocolos adotados pela instituição.
A Polícia Civil informou que novos detalhes serão divulgados em momento oportuno. Até agora, não existe conclusão oficial sobre a ocorrência do crime ou a identificação de um responsável. O nome da criança e outras informações que possam permitir sua identificação permanecem preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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