Ponta Grossa entra no radar para receber presídio voltado à população LGBTIQIAPN+
Ata publicada no Diário Oficial registra discussão sobre a proposta; documento não define município de instalação

Ponta Grossa foi considerada em uma proposta de implantação de unidade prisional voltada à população LGBTIQIAPN+, conforme relato registrado em ata do Comitê Intersetorial de Acompanhamento da Política de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTI+ do Paraná. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado de 15 de outubro de 2026.
A ata corresponde a uma reunião realizada em 11 de junho de 2026. Na ocasião, a representante do Departamento de Polícia Penal, identificada como Sandra Márcia, informou que a proposta permanecia em estudo e que não havia definição sobre o local de instalação. O registro, portanto, não representa anúncio de construção ou confirmação de uma unidade em Ponta Grossa. A situação descrita se refere ao estágio das discussões na data da reunião.
Proposta envolve diferentes instituições
Segundo a manifestação registrada na ata, a discussão estava vinculada à Política da Diversidade do Departamento de Polícia Penal e a um Grupo de Trabalho Técnico instituído por portaria. O grupo reunia representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Tribunal de Justiça, das áreas de educação e trabalho e de outros setores do departamento, além de integrantes ligados às políticas destinadas à população LGBTI+.
Durante a reunião, a representante esclareceu que a iniciativa era conduzida diretamente pelo Departamento de Polícia Penal, por meio da equipe da Divisão de Tratamento Penal.
Comitê propôs conhecer o projeto
Diante das informações, foi defendida a realização de uma reunião entre o comitê e representantes da Polícia Penal para apresentação da proposta e discussão de sugestões.
A representante do departamento se colocou à disposição para verificar a possibilidade de participação dos membros do comitê em uma agenda ampliada do grupo técnico.
Além da eventual criação de uma unidade, a discussão poderia abranger critérios de transferência de pessoas privadas de liberdade, regionalização das unidades e políticas de acolhimento, conforme o registro oficial.
Localização permanece sem confirmação no documento
Embora Ponta Grossa apareça como uma possibilidade inicialmente analisada, a ata não estabelece a cidade como sede da unidade nem apresenta confirmação de implantação. Como a publicação de outubro reproduz uma discussão realizada em junho, eventuais avanços posteriores dependem de confirmação junto à Polícia Penal.
























