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Ponta Grossa quer criar 1.169 vagas para Agentes de Saúde e Endemias

O projeto prevê a criação de 769 vagas para ACS e 400 vagas para ACE, totalizando 1.169 novos empregos. Conforme a Prefeitura, esses profissionais serão custeados pela União, por meio de recursos extraorçamentários

Ponta Grossa quer criar 1.169 vagas para Agentes de Saúde e Endemias
Arquivo/BnT
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A prefeita Elizabeth Schmidt encaminhou à Câmara Municipal, por meio da Mensagem nº 001/2026, o projeto de lei que cria a carreira de Agente Comunitário de Saúde (ACS) e de Agente de Combate às Endemias (ACE) em Ponta Grossa. A proposta, datada de 15 de janeiro de 2026, será analisada pelos vereadores e representa uma das maiores reestruturações recentes no quadro funcional da saúde municipal.

Segundo a justificativa apresentada ao Legislativo, ambas as funções são profissões regulamentadas nacionalmente, previstas na Emenda Constitucional 120/2022 e na Lei Federal nº 14.536/2023. Os dois cargos são considerados essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS), atuando diretamente na prevenção, acompanhamento e identificação de riscos à saúde dentro das comunidades.

Os Agentes Comunitários de Saúde realizam visitas domiciliares, fazem a ponte entre população e equipe médica e auxiliam no monitoramento de problemas de saúde em cada território atendido. Já os Agentes de Combate às Endemias têm papel central no enfrentamento de doenças endêmicas, trabalhando na prevenção, controle e orientação sobre riscos ambientais e sanitários.

O projeto prevê a criação de 769 vagas para ACS e 400 vagas para ACE, totalizando 1.169 novos empregos. Conforme a Prefeitura, esses profissionais serão custeados pela União, por meio de recursos extraorçamentários destinados especificamente ao financiamento da atividade.

Nesta primeira fase, portanto, não haverá impacto financeiro direto para o Município — com exceção do adicional por tempo de serviço (biênio), que passa a ser responsabilidade municipal, já que a proposta cria uma carreira funcional efetiva.

Com a aprovação, os agentes deixarão de atuar como trabalhadores temporários e passarão a ser empregados públicos efetivos, garantindo estabilidade e continuidade do serviço. Os profissionais que já atuam nas funções serão mantidos em atividade, e as futuras contratações ocorrerão exclusivamente por concurso público, conforme o cargo for abrindo por vacância.

A prefeita Elizabeth Schmidt destaca, na mensagem encaminhada ao Legislativo, que a medida fortalece o SUS municipal, amplia a capacidade de atendimento e assegura melhores condições de trabalho aos agentes. O Executivo solicita apoio dos vereadores para aprovação da proposta, considerada estratégica para consolidar a política pública de vigilância em saúde e prevenção de doenças no município.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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