Prefeita de Carambeí se manifesta após conclusão do inquérito da Operação Wi-Fraude
Elisangela Pedroso afirma que o Município colaborou com a Polícia Civil e mantém sindicâncias internas para apurar possíveis responsabilidades

A prefeita de Carambeí, Elisangela Pedroso, manifestou-se nesta quarta-feira (5), em entrevista ao Portal BnT Online, após a Polícia Civil do Paraná concluir o inquérito da Operação Wi-Fraude. A investigação apurou suspeitas de fraudes em licitações e exclusão indevida de dados dos sistemas informatizados da administração municipal.
Segundo a prefeita, o Município colaborou durante toda a investigação, encaminhando documentos, informações e outros materiais solicitados pela Polícia Civil. “Nós colaboramos com toda a fase de investigação, enviando toda a documentação necessária solicitada pela polícia, respeitando o trabalho e colaborando para que tudo fosse esclarecido”, declarou Elisangela.
A prefeita também afirmou que a administração municipal instaurou procedimentos internos para analisar possíveis responsabilidades administrativas. De acordo com ela, houve uma mudança na comissão responsável pelas sindicâncias. “Trocamos a comissão e colocamos funcionários efetivos, com longos anos de carreira e conhecimento sobre processos de sindicância. Agora aguardamos o final das investigações”, disse.
Elisangela acrescentou que os procedimentos devem respeitar o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório. Com a conclusão do inquérito policial, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o material e decidirá quais providências serão adotadas.
Quatro pessoas foram indiciadas
A Delegacia da Polícia Civil de Carambeí concluiu o inquérito na terça-feira (4). Durante a investigação, foram cumpridos cinco mandados judiciais de busca e apreensão, além de dois mandados de afastamento dos cargos de diretor do Departamento de Informática e de secretário municipal de Administração. O ex-diretor de Informática e um empresário foram indiciados, em tese, por seis crimes relacionados à frustração do caráter competitivo de licitações e por fraude mediante a entrega de serviços com qualidade ou quantidade inferior ao previsto em contrato.
O ex-diretor também foi indiciado pela suspeita de excluir indevidamente dados dos sistemas informatizados da administração pública. Conforme a Polícia Civil, em caso de condenação por todos os crimes investigados, o somatório das penas pode variar entre 30 e 68 anos de reclusão para o ex-diretor. Para o empresário, as penas somadas podem variar entre 28 e 56 anos.
Uma servidora municipal foi indiciada pela suposta participação em um episódio de frustração do caráter competitivo de licitação. O secretário municipal afastado também foi indiciado, em tese, por seis crimes da mesma natureza.
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O indiciamento representa a conclusão da avaliação policial sobre a existência de indícios de autoria e materialidade. Não significa condenação, que somente pode ocorrer após eventual processo judicial, com garantia do direito de defesa.
Prefeitura mantem investigações internas
Em nota oficial, a Prefeitura de Carambeí reforçou que colaborou integralmente com o inquérito, por meio da entrega de documentos, do fornecimento de informações e dos demais esclarecimentos solicitados pelas autoridades.
A administração municipal informou ainda que diversas investigações administrativas internas permanecem em andamento para apurar eventuais responsabilidades e aplicar as medidas cabíveis, caso sejam constatadas irregularidades.
A Polícia Civil informou que denúncias relacionadas a investigações e à localização de pessoas procuradas pela Justiça podem ser encaminhadas anonimamente pelos telefones 197, da PCPR, e 181, do Disque-Denúncia. A equipe de investigação de Carambeí também recebe informações pelo WhatsApp (42) 3231-1738.
























