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Ponta Grossa

Produtos de caminhão tombado são vendidos em grupos de WhatsApp em PG

Empanados de frango e outros alimentos congelados estão sendo comercializados de forma ilegal após acidente na região do bairro Neves

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Foto: redes sociais.
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Um caminhão carregado com alimentos tombou na madrugada desta quarta-feira (16) na região do bairro Neves, em Ponta Grossa, e teve parte de sua carga levada por populares. Horas depois do acidente, produtos como filé de peito de frango empanado e outros alimentos congelados passaram a ser vendidos em grupos de WhatsApp e em redes sociais.

Imagens e mensagens obtidas por nossa equipe mostram a comercialização dos itens a preços abaixo do mercado. Um dos anúncios oferece pacotes de empanados de 940 gramas por R$ 10,00 cada ou dois por R$ 15,00. Já outro produto, o filé de peito de frango empanado da marca Sadia, com embalagem institucional de 2,025 kg, está sendo vendido a R$ 15,00 ou dois pacotes por R$ 25,00. Ambos os anúncios foram postados por volta das 7h30 da manhã, cerca de poucas horas após o acidente.

Além da comercialização irregular, os alimentos estão sendo manipulados e armazenados sem qualquer garantia de conservação adequada, o que representa sérios riscos à saúde dos consumidores. A embalagem do produto institucional, inclusive, traz o alerta: “Mantenha congelado a -18°C. Uso exclusivo para fins institucionais. Consuma somente após cozido, frito ou assado completamente. Uma vez descongelado, não congelar novamente”.

O caso levanta preocupações quanto à segurança alimentar, à responsabilidade civil em caso de intoxicações, além de configurar crime de receptação. A Polícia Civil deve investigar a origem e a disseminação da venda desses produtos. Também não está descartada a responsabilização criminal de quem estiver comercializando os alimentos saqueados.

O caminhão envolvido no acidente transportava carga alimentícia destinada a estabelecimentos comerciais, e ainda não há informações oficiais sobre o valor total da mercadoria perdida.

As autoridades pedem que a população evite comprar produtos de origem duvidosa e denuncie a comercialização ilegal por meio dos canais oficiais, como o Disque-Denúncia 181.A situação também reacende o debate sobre a cultura de saque a cargas acidentadas e os riscos envolvidos nesse tipo de prática, tanto do ponto de vista legal quanto de saúde pública.

Leia mais: Motorista é alvo de assalto e caminhão é recuperado pela PM em Arapoti

Eduardo Freitas
Autoria
Eduardo Freitas
Jornalista, bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Santa Amélia (UNISECAL). Com ampla experiência em veículos de comunicação, já atuou em televisão, rádio e portais de notícias. Atualmente, é repórter do Portal BnT e integra o time de apresentadores do BnT News, onde se destaca pela versatilidade e compromisso com a informação de qualidade.
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