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Política

Projeto amplia eficácia de lei que garante empregos a mulheres vítimas de violência em PG

A nova proposta, apresentada pelas vereadoras Enfermeira Marisleidy, Teka dos Animais e Joce Canto — integrantes da Procuradoria da Mulher da Câmara — visa aprimorar a lei original

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Está em tramitação nas comissões temáticas da Câmara Municipal de Ponta Grossa o Projeto de Lei nº 246/2025, que propõe modificações na Lei nº 14.668/2023. A legislação em vigor trata da obrigatoriedade de contratação de mulheres em situação de violência doméstica e familiar por empresas prestadoras de serviços terceirizados contratadas pela Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Municipal.

A nova proposta, apresentada pelas vereadoras Enfermeira Marisleidy, Teka dos Animais e Joce Canto — integrantes da Procuradoria da Mulher da Câmara — visa aprimorar a lei original com base em estudos e debates realizados em parceria com a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Ponta Grossa.

Entre os principais pontos da proposta está a inclusão de dispositivos mais específicos para garantir o cumprimento efetivo da norma. O texto determina que empresas com 26 ou mais funcionários devem reservar ao menos 10% das vagas para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica decorrente de violência doméstica e familiar. A contratação deverá ocorrer mediante encaminhamento de órgãos da rede de enfrentamento, e o processo contará com o apoio do Serviço Social da Agência do Trabalhador de Ponta Grossa.

Outro avanço importante é a ampliação do conceito de beneficiárias. O projeto deixa claro que as vagas também contemplam mulheres trans, travestis e outras identidades do gênero feminino. Além disso, prevê prioridade para mulheres pretas e pardas, observando a proporcionalidade populacional da cidade com base em dados do IBGE.

A proposta também reforça mecanismos de sigilo e proteção das contratadas, determinando que a identidade das mulheres seja mantida em absoluto sigilo pelas empresas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Caso aprovada, a nova redação estabelecerá ainda um prazo de 180 dias para que empresas já contratadas pelo Município se adequem às novas regras. A Secretaria Municipal de Recursos Humanos será responsável por regulamentar e fiscalizar o cumprimento da legislação, podendo formalizar parcerias com instituições públicas e privadas para garantir sua efetividade.

A matéria agora aguarda parecer das comissões permanentes da Câmara antes de seguir para votação em plenário. As vereadoras proponentes destacam a importância do apoio dos demais parlamentares para aprovação do projeto, que representa um avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no município.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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