Projeto prevê autocoleta de HPV no SUS para ampliar prevenção ao câncer do colo do útero no Brasil
Projeto prevê autocoleta HPV SUS para ampliar diagnóstico precoce e facilitar acesso de mulheres em todo o Brasil.

A proposta que inclui a autocoleta HPV SUS pode ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer do colo do útero em todo o Brasil, permitindo que mulheres realizem o exame em casa a partir dos 25 anos.
O projeto de lei em análise no Senado Federal propõe a inclusão do exame de autocoleta entre os procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. A iniciativa altera a legislação atual sobre ações de prevenção e diagnóstico da doença, com o objetivo de aumentar a cobertura dos exames preventivos.
Na prática, a autocoleta permite que a própria paciente realize a retirada do material vaginal com um dispositivo simples, sem a necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde apenas para essa etapa. Após a coleta, a amostra é encaminhada para análise laboratorial, onde é identificado o DNA do HPV, vírus diretamente relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.
Um dos principais pontos defendidos na proposta é a redução de barreiras que ainda afastam muitas mulheres do rastreamento regular. Fatores como dificuldade de acesso aos serviços de saúde, falta de tempo e desconforto durante exames tradicionais contribuem para a baixa adesão em diferentes regiões do país.
Além disso, o teste molecular para detecção do HPV apresenta maior sensibilidade em comparação ao exame de Papanicolau. Enquanto o método tradicional identifica alterações celulares já existentes, o teste de HPV pode detectar a presença do vírus antes mesmo do surgimento dessas alterações, permitindo uma atuação preventiva mais eficaz.
Outro benefício apontado é a otimização do atendimento no SUS. Com a possibilidade de autocoleta, a demanda por consultas apenas para a realização do exame tende a diminuir, liberando os serviços de saúde para atendimentos que exigem avaliação clínica mais detalhada.
O projeto também prevê que a implementação da medida seja custeada com recursos já previstos no orçamento público, sem necessidade de aumento de despesas.
Atualmente, a proposta tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e pode ser aprovada em caráter terminativo. Caso avance, seguirá para análise na Câmara dos Deputados.
A expectativa é que a medida contribua para ampliar a cobertura dos exames preventivos e reduzir os índices de câncer do colo do útero no Brasil.
*Com informações da Agência Senado
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