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Política

Projeto proíbe limitação de vagas para mulheres em concursos de segurança pública

A proposta estabelece que ao menos 20% das vagas devem ser reservadas para mulheres no Sistema Único de Segurança

Projeto proíbe limitação de vagas para mulheres em concursos de segurança pública
Ilustração
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A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado aprovou, nesta terça-feira (28), um projeto que proíbe a limitação de vagas para mulheres em concursos públicos das carreiras de segurança pública. A proposta estabelece que ao menos 20% das vagas devem ser reservadas para mulheres no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), abrangendo as polícias federal, rodoviária federal, civis, bombeiros militares, guardas municipais, entre outros. Agora, a matéria segue para análise do Plenário.

O projeto de lei 1.722/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), foi aprovado com voto favorável da relatora, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Com algumas alterações, Damares apresentou o mesmo texto substitutivo aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH), que recomendou a rejeição do PL 1.529/2021, da Câmara dos Deputados, que tramitava em conjunto.

Valorização feminina nas corporações de segurança pública

Além de impedir a limitação de vagas, o projeto garante a reserva de 20% das vagas para mulheres, sem que esse percentual seja interpretado como um teto, o que foi destacado pela relatora Damares Alves. Ela ressaltou a necessidade de uma solução equilibrada, preservando os avanços na valorização das mulheres sem incorrer em problemas jurídicos, como sugeria a proposta da Câmara dos Deputados, que limitava o número de vagas a esse percentual.

A proposta abrange as principais corporações de segurança pública, incluindo a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias civis e militares, os corpos de bombeiros e as guardas municipais. Ela também altera as leis que regem as carreiras de policial federal, policial rodoviário federal e policial civil do Distrito Federal, explicitando a reserva de vagas para mulheres.

Política Nacional de Valorização das Mulheres

O projeto cria a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública, que será regulamentada pelo Poder Executivo. Entre os princípios da política estão a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas carreiras de segurança pública, a inclusão de mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens e a eliminação de práticas discriminatórias no setor.

As diretrizes incluem a realização de pesquisas sobre o perfil das servidoras, o combate ao assédio e à violência no ambiente de trabalho, a inclusão de conteúdos relacionados à igualdade de gênero nos cursos de formação e a publicação dos documentos sobre processos de promoção e acesso a cargos de comando.

A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado aprovou, nesta terça-feira (28), um projeto que proíbe a limitação de vagas para mulheres em concursos públicos das carreiras de segurança pública. A proposta estabelece que ao menos 20% das vagas devem ser reservadas para mulheres no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), abrangendo as polícias federal, rodoviária federal, civis, bombeiros militares, guardas municipais, entre outros. Agora, a matéria segue para análise do Plenário.

O projeto de lei 1.722/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), foi aprovado com voto favorável da relatora, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Com algumas alterações, Damares apresentou o mesmo texto substitutivo aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH), que recomendou a rejeição do PL 1.529/2021, da Câmara dos Deputados, que tramitava em conjunto.

Valorização feminina nas corporações de segurança pública

Além de impedir a limitação de vagas, o projeto garante a reserva de 20% das vagas para mulheres, sem que esse percentual seja interpretado como um teto, o que foi destacado pela relatora Damares Alves. Ela ressaltou a necessidade de uma solução equilibrada, preservando os avanços na valorização das mulheres sem incorrer em problemas jurídicos, como sugeria a proposta da Câmara dos Deputados, que limitava o número de vagas a esse percentual.

A proposta abrange as principais corporações de segurança pública, incluindo a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias civis e militares, os corpos de bombeiros e as guardas municipais. Ela também altera as leis que regem as carreiras de policial federal, policial rodoviário federal e policial civil do Distrito Federal, explicitando a reserva de vagas para mulheres.

Política Nacional de Valorização das Mulheres

O projeto cria a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública, que será regulamentada pelo Poder Executivo. Entre os princípios da política estão a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas carreiras de segurança pública, a inclusão de mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens e a eliminação de práticas discriminatórias no setor.

As diretrizes incluem a realização de pesquisas sobre o perfil das servidoras, o combate ao assédio e à violência no ambiente de trabalho, a inclusão de conteúdos relacionados à igualdade de gênero nos cursos de formação e a publicação dos documentos sobre processos de promoção e acesso a cargos de comando.

Alterações no Fundo Nacional de Segurança Pública

O projeto também altera a Lei 13.756, de 2018, que regulamenta o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A proposta condiciona a transferência de recursos do fundo aos estados, municípios e ao Distrito Federal à adoção de um plano de valorização das mulheres na segurança pública.

Mudanças adicionais

Damares Alves acrescentou alterações importantes, como a inclusão de metas institucionais para a redução do assédio e violência contra mulheres nas corporações e a criação de cotas de 20% para mulheres em concursos para corporações militares estaduais. O escopo do projeto foi ampliado para proibir a limitação de vagas também nos concursos das polícias institucionais do Poder Judiciário.

Em sua análise, o senador Sérgio Moro (PL-PR) destacou que o projeto valoriza as mulheres nas corporações sem estabelecer regras excessivamente rígidas, permitindo que elas continuem fazendo a diferença na segurança pública.

Com esse avanço, a proposta representa um passo significativo para a valorização da mulher nas forças de segurança, garantindo um espaço mais igualitário e reconhecendo a importância da contribuição feminina nesse setor.

O projeto também altera a Lei 13.756, de 2018, que regulamenta o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A proposta condiciona a transferência de recursos do fundo aos estados, municípios e ao Distrito Federal à adoção de um plano de valorização das mulheres na segurança pública.

Mudanças adicionais

Damares Alves acrescentou alterações importantes, como a inclusão de metas institucionais para a redução do assédio e violência contra mulheres nas corporações e a criação de cotas de 20% para mulheres em concursos para corporações militares estaduais. O escopo do projeto foi ampliado para proibir a limitação de vagas também nos concursos das polícias institucionais do Poder Judiciário.

Em sua análise, o senador Sérgio Moro (PL-PR) destacou que o projeto valoriza as mulheres nas corporações sem estabelecer regras excessivamente rígidas, permitindo que elas continuem fazendo a diferença na segurança pública.

Com esse avanço, a proposta representa um passo significativo para a valorização da mulher nas forças de segurança, garantindo um espaço mais igualitário e reconhecendo a importância da contribuição feminina nesse setor. (As informações são da Agência Senado)

Leia também Bombeiros do Paraná: Cadetes iniciam rigoroso treinamento para liderar operações

Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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