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Política

Projeto que prevê instalação de 3,5 mil caixas d’água gera divergência na Câmara

Durante a discussão do projeto em plenário, os vereadores João Florenal e Professor Careca divergiram sobre a execução do programa

Projeto que prevê instalação de 3,5 mil caixas d’água gera divergência na Câmara
Ilustração
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O Projeto de Lei 155/2026, que institui o Programa Caixa D’Água Solidária em Ponta Grossa, avançou na Câmara Municipal após ser aprovado em segunda discussão durante a Sessão Ordinária desta segunda-feira (22). A proposta, de autoria do Poder Executivo, prevê o fornecimento e a instalação gratuita de reservatórios domiciliares de água potável para famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa altera a Lei Municipal nº 15.615/2025 e faz parte dos compromissos assumidos no Aditivo ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público do Paraná, Município de Ponta Grossa e Sanepar. A previsão é atender até 3.500 residências nos próximos quatro anos.

O objetivo é garantir maior segurança hídrica para famílias que atualmente não possuem reservatórios em casa, reduzindo os impactos provocados por interrupções no abastecimento de água.

QUEM PODERÁ RECEBER

Conforme o projeto, poderão ser beneficiadas famílias com renda bruta mensal de até três salários mínimos, que morem em imóveis urbanos ligados à rede regular de abastecimento e que ainda não tenham caixa d’água instalada.

O texto também estabelece prioridade para famílias com idosos, crianças, gestantes, pessoas com deficiência, mulheres em situação de violência e moradores inscritos no Cadastro Único.

O benefício inclui o fornecimento do reservatório e a instalação completa do equipamento, após etapas como solicitação, análise socioeconômica, vistoria técnica e aprovação do pedido.

DEBATE NA CÂMARA

Durante a discussão do projeto em plenário, os vereadores João Florenal e Professor Careca divergiram sobre a execução do programa.

Arquivol

Florenal afirmou que, além da entrega das caixas d’água, é fundamental garantir apoio para a instalação dos equipamentos. Segundo ele, programas que apenas entregam materiais podem não atingir o resultado esperado, citando situações em que utensílios distribuídos anteriormente pela Sanepar teriam sido utilizados de forma inadequada, como “casinha de cachorro” ou depósito de lixo.

Arquivo

Professor Careca rebateu a declaração e defendeu que eventuais irregularidades sejam formalmente denunciadas para que possam ser investigadas e os responsáveis identificados.

O vereador também criticou a postura do colega, afirmando que não seria a primeira vez que Florenal faria apontamentos considerados acusatórios sem apresentar elementos que comprovem as situações relatadas.

Na justificativa encaminhada à Câmara, a prefeita Elizabeth Schmidt destacou que a proposta busca garantir dignidade às famílias mais vulneráveis diante das dificuldades causadas por interrupções no abastecimento.

“Trata-se de uma medida que promove segurança hídrica, fortalece a saúde pública e assegura dignidade às famílias mais vulneráveis”, afirmou a prefeita.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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