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Política

Proposta de cobrança de ISS para hospedagem em apps vai para sanção em PG

Segundo a proposta do Poder Executivo, muitos imóveis oferecidos via aplicativos não possuem registro, o que afeta a arrecadação municipal.

Câmara de Ponta Grossa denuncia sabotagem política do Governo do Estado do Paraná
Foto: Câmara Municipal de Ponta Grossa
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A Câmara Municipal de Ponta Grossa aprovou, em segunda discussão, nesta quarta-feira (13), o Projeto de Lei nº 137/2025, de autoria do Poder Executivo, que prevê cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre hospedagens anunciadas por proprietários em plataformas digitais. A proposta foi aprovada com 15 votos favoráveis e dois contrários.

De acordo com a justificativa do projeto, a medida busca corrigir uma desigualdade na tributação, já que atualmente apenas hotéis, pousadas e similares, devidamente inscritos no cadastro econômico do município, recolhem o imposto. Segundo o texto, muitos imóveis oferecidos via aplicativos não possuem registro, o que afeta a arrecadação municipal.

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Segundo a Prefeitura, objetivo é “corrigir a distorção, garantindo arrecadação adequada do Imposto Sobre Serviços (ISS) devidos por aqueles que exploram economicamente a hospedagem temporária por meios dessas plataformas”.

Mercado hoteleiro

O presidente do Sindicato Empresarial de Hotelaria e Gastronomia dos Campos Gerais (SEHG), Daniel Wagner, afirma que a medida representa um avanço para o setor. “A nova legislação garante que todo visitante que se hospedar em Ponta Grossa, seja em meios de hospedagem estabelecidos como empresas, caso dos hotéis, pousadas e similares, ou em imóveis via plataformas de intermediação, como Airbnb, estarão contribuindo com a arrecadação tributária do município”, disse.

Ele ressalta ainda que os meios de hospedagem formais seguem normas rígidas de segurança e higiene, fiscalizadas por órgãos como Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária, enquanto imóveis ofertados por plataformas digitais não passam pelo mesmo nível de exigência.

Para o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, a iniciativa é inovadora ao prever que os anfitriões recolham o ISS, podendo tornar o próprio Airbnb um substituto tributário. “Deve obrigar quem disponibiliza o imóvel na plataforma a fazer com que o Airbnb seja um substituto tributário, se responsabilizando pelo recolhimento”, afirmou.

Sampaio também defende a criação de um cadastro municipal, similar ao Cadastur, como forma de facilitar a arrecadação e aumentar a transparência. “Tem nosso apoio, pois ajuda as cidades, equilibra a concorrência e traz justiça tributária ao setor”, completou.

Segundo dados do setor, Ponta Grossa conta atualmente com mais de 400 opções de acomodações anunciadas somente no Airbnb.

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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