Quaest Senado RO: Máximo lidera com 18%
Levantamento Quaest divulgado nesta quinta-feira (24) aponta Máximo com 18% das intenções de voto para o Senado em Rondônia, seguido por Cristina com 16% e Mariana com 11%. A pesquisa ouviu 804 pessoas e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

A disputa pelo Senado em Rondônia ganhou novos contornos com a divulgação da pesquisa Quaest nesta quinta-feira (24). O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica, mostra Máximo com 18% das intenções de voto, seguido de perto por Cristina, com 16%. Mariana Carvalho aparece com 11%, enquanto Sheid registra 8%.
Os números refletem a soma das menções para a primeira e a segunda vagas, metodologia adotada pela Quaest para capturar a complexidade da eleição majoritária. Em 2026, cada eleitor votará em dois candidatos diferentes para o Senado, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa.
Metodologia considera duas vagas em disputa
A pesquisa estimulada apresenta aos entrevistados uma lista de candidatos e solicita que indiquem duas preferências: uma para a primeira vaga e outra para a segunda. Esse formato reflete a realidade das urnas, onde o eleitor precisa escolher dois nomes distintos.
Os resultados consideram as menções para ambas as vagas em um total que soma 100% das intenções de voto, mantendo a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. A abordagem permite uma leitura mais fiel do cenário eleitoral, embora exija atenção na interpretação dos percentuais.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são mostrados, 27% dos eleitores se declararam indecisos por não conseguirem citar um candidato. Esse dado revela um eleitorado ainda em formação de preferência, o que pode mudar até outubro.
Cenário aponta indefinição entre eleitores
A pesquisa também mediu o grau de convicção do voto. Para 63% dos ouvidos, a escolha do candidato é definitiva. Outros 36% admitem que ainda podem mudar de opinião até as eleições, marcadas para 4 de outubro.
Esse percentual de eleitores indecisos ou voláteis é significativo e pode alterar o quadro atual. A margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, adiciona outra camada de incerteza, especialmente entre os candidatos com percentuais próximos.
A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento foi registrado no TSE sob os números RO-08556/2026 e BR-06511/2026.
Rejeição também foi medida
Além das intenções de voto, a Quaest perguntou sobre o conhecimento e a rejeição de cada candidato. Os entrevistados indicaram se conheciam e votariam, se não conheciam ou se conheciam e não votariam.
Os candidatos mais rejeitados, com os maiores índices de “conhece e não votaria”, são Acir Gurgacz (PDT) e Mariana Carvalho (Republicanos). Esse dado é relevante porque a rejeição pode limitar o teto de crescimento de um candidato, mesmo com boa exposição.
A pesquisa completa, incluindo os dados da espontânea e os números detalhados por vaga, está disponível no portal da Quaest. A divulgação atende às normas eleitorais e permite aos eleitores acompanhar a evolução do cenário.
O que esperar até a eleição
Com pouco mais de cinco meses até a votação, o cenário para o Senado em Rondônia permanece aberto. A liderança de Máximo é estreita, e a diferença para Cristina está dentro da margem de erro. Mariana e Sheid também seguem na disputa, com potencial de crescimento.
A definição das duas vagas dependerá da capacidade dos candidatos de conquistar os eleitores indecisos e de reduzir a rejeição. A campanha eleitoral, que se intensifica nos próximos meses, será decisiva para consolidar as preferências.
Para o eleitor, é fundamental acompanhar as pesquisas e os debates, além de verificar as propostas de cada candidato. A escolha de dois senadores terá impacto direto na representação de Rondônia no Congresso Nacional pelos próximos oito anos.























