A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (DRF/Ponta Grossa), responsável por uma área que abrange 64 municípios, arrecadou R$ 1.015.353.404 em tributos fazendários e previdenciários durante o mês de abril de 2026.
Em comparação com abril de 2025, quando a arrecadação somou R$ 982.806.703, o resultado representa um crescimento nominal de 3,31%. No entanto, quando considerada a inflação medida pelo IPCA acumulado no período, houve uma redução real de 4,21% nos valores arrecadados.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, a arrecadação da DRF/Ponta Grossa alcançou R$ 3.683.891.045. O montante é 1,17% superior, em termos nominais, ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram arrecadados R$ 3.641.142.992.
Entre os principais fatores que influenciaram o resultado de abril, a Receita Federal destaca o crescimento de 13% na arrecadação de IRPJ e CSLL, impulsionado pelas modalidades de estimativa mensal, balanço trimestral e lucro presumido.
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A arrecadação previdenciária também apresentou avanço de 10%, reflexo do aumento da massa salarial, que cresceu 7,9% nominalmente no período analisado.
Outro destaque foi o desempenho dos tributos relacionados à importação, que registraram crescimento de 10,7%, acompanhando o aumento do volume de mercadorias importadas pela 9ª Região Fiscal, que engloba Paraná e Santa Catarina.
A arrecadação de Cofins, PIS e Pasep, excluindo operações de importação, avançou 12,3%, influenciada principalmente pelos setores de comércio atacadista, indústria automotiva, serviços administrativos e atividades financeiras.
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O Simples Nacional apresentou crescimento de 13,6%, enquanto o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve aumento de 33,6%, impulsionado por operações de crédito realizadas por pessoas jurídicas.
Também contribuíram para o resultado positivo o crescimento de 18,6% na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e o aumento de 24,7% na arrecadação do IPI sobre outros produtos.
Entre os resultados negativos, a Receita apontou queda de 45,1% na arrecadação de IPI sobre automóveis e redução de 28,2% no IRRF incidente sobre pagamentos a residentes no exterior.
Outro fator observado foi o aumento de 11,3% nas compensações tributárias declaradas por meio de DComps, que totalizaram R$ 3,13 bilhões no período.
De acordo com os indicadores macroeconômicos divulgados pela Receita Federal, o cenário econômico apresentou crescimento em áreas como produção industrial, massa salarial, vendas de bens e serviços, fatores que continuam influenciando o comportamento da arrecadação tributária na região.
*Com informações da Receita Federal
