Rombo de R$ 7,8 bi em estatais é criticado por ex-Caixa
A economista Daniella Marques criticou a gestão das estatais e citou rombo de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre. Ela comparou com lucros no governo Bolsonaro e defendeu reorganização do patrimônio público.

A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, criticou nesta terça-feira (1º.set.2026) a situação das empresas estatais e citou um rombo de R$ 7,8 bilhões no setor no primeiro semestre. A declaração foi feita durante o Fórum Empresarial promovido pelo Lide, em São Paulo.
Marques apontou que o resultado negativo contrasta com o desempenho das estatais durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), período em que ela integrou a administração federal. Segundo a economista, as empresas deram lucro nos quatro anos de gestão, inclusive durante a pandemia de covid-19.
Comparação com gestão anterior
Na sequência, Marques comparou o resultado atual com o período em que integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo ela, as estatais deram lucro durante os 4 anos em que fez parte da administração, inclusive durante a pandemia.
“Estatais que, quando a gente passou por lá por 4 anos enfrentando uma pandemia, deram lucro. O que explica, João (Doria)? Se não é má gestão, para não dizer outra coisa e não fazer ilação, né, ou presunção de acusação”, afirmou.
A fala foi dirigida ao ex-governador de São Paulo, João Doria, que participava do evento. A economista não detalhou quais estatais apresentaram prejuízo no período citado.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.poder360.com.br
Críticas à expansão do governo
A economista também afirmou que o país não deveria ampliar a estrutura do governo diante do nível de endividamento e dos juros. Citou a contratação de 22.500 pessoas e a expansão da estrutura de ministérios como exemplos.
Para Marques, o aumento de despesas com pessoal e a criação de novas pastas pressionam as contas públicas em um momento de juros elevados. Ela defendeu que o foco deveria ser a redução de gastos e a melhoria da gestão.
Reorganização do patrimônio público
Para Marques, a situação das estatais faz parte de um problema mais amplo de gestão do patrimônio público. Ela afirmou que ativos da União, como imóveis, dívida ativa e participações em empresas, deveriam ser reorganizados para ajudar a reduzir a dívida pública e financiar infraestrutura.
“Não há nada mais social nesse momento do que botar as contas no lugar e tirar pelo menos R$ 500 bilhões de despesa de juros da conta”, afirmou.
A economista não apresentou um plano detalhado para a reorganização dos ativos, mas destacou que a medida poderia liberar recursos para investimentos em áreas prioritárias.
Contexto e próximos passos
As declarações de Marques ocorrem em meio a debates sobre o papel das estatais na economia e a necessidade de ajuste fiscal. O rombo de R$ 7,8 bilhões citado pela economista não foi detalhado por ela, e a fonte não informou quais empresas compõem esse resultado.
O Fórum Empresarial do Lide reúne lideranças do setor produtivo para discutir temas econômicos e políticos. A participação de Marques reforça as críticas de setores da oposição à atual gestão das estatais.
Para o leitor de Ponta Grossa e região, o debate sobre eficiência do setor público e controle de gastos pode impactar diretamente serviços e investimentos federais nos Campos Gerais. Acompanhe novas atualizações sobre o tema no portal Boca no Trombone.
Fonte
- www.poder360.com.br
- Priorize o Poder no Google (www.google.com)
- Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br)
- Jair Bolsonaro (drive.poder360.com.br)
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