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Ponta Grossa

Secretário afirma cumprimento da lei em reajuste dos servidores de PG

Secretário Cláudio Grokoviski explica limites para reajuste dos servidores em Ponta Grossa. Veja por que a Prefeitura nega o aumento real de 15%.

Secretário afirma cumprimento da lei em reajuste dos servidores de PG
Foto: BNT
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Em entrevista concedida ao portal BNT News, o Secretário da Fazenda de Ponta Grossa, Cláudio Grokoviski, detalhou a posição técnica da administração municipal diante das pressões por reajuste salarial. Grokoviski, que é servidor de carreira, enfatizou que o cenário econômico atual exige cautela extrema no gasto público. Segundo o secretário, o município registrou perdas importantes em receitas fundamentais, como o IPVA e o Imposto de Renda, o que limita a margem de manobra financeira da prefeitura para este ano.

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Durante entrevista, Grokoviski buscou tranquilizar a categoria ao afirmar que o município cumprirá rigorosamente o que determina a lei, garantindo a reposição do índice inflacionário (IPCA acumulado). No entanto, ele ponderou que aumentos reais de 10% ou 15% não condizem com a realidade econômica nacional. O secretário também destacou que mais de 5.500 servidores, o que representa mais da metade do quadro efetivo, já tiveram suas situações resolvidas em janeiro devido aos pisos nacionais e leis específicas, como no caso de professores, condutores e técnicos administrativos. Ele reforçou que o índice oficial necessário para o cálculo do reajuste de maio só será publicado pelo IBGE entre os dias 7 e 10 deste mês.

PARALISAÇÃO E REIVINDICAÇÕES DO SINDSERV

Apesar das explicações da Fazenda, o clima de insatisfação culminou em uma paralisação das atividades nesta quarta-feira (8). Organizados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ PG), os trabalhadores se concentraram em frente ao Paço Municipal desde às 8h. O movimento é uma resposta ao impasse nas negociações da data-base de 2026. Segundo o presidente do sindicato, Luiz Eduardo Pleis, a categoria protocolou sua proposta no dia 26 de fevereiro e permaneceu 42 dias sem uma resposta concreta do governo, o que gerou a sensação de falta de diálogo.

As reivindicações do SindServ vão além da reposição da inflação; o sindicato pleiteia um aumento real de 15% nas tabelas salariais e um reajuste de 50% no vale-refeição, além de revisões nos planos de cargos. Em nota oficial, a Prefeitura de Ponta Grossa rebateu as solicitações, classificando-as como inviáveis na conjuntura atual. A administração municipal reiterou que os percentuais pedidos ficam muito acima da inflação e que o foco atual é manter a saúde financeira da cidade, garantindo a reposição inflacionária para as categorias restantes assim que os índices oficiais forem publicados.

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Luísa de Andrade
Autoria
Luísa de Andrade
Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, apuração de pautas e cobertura de temas de interesse público. Atua na elaboração de reportagens multimídia, produção de textos informativos e cobertura de eventos, com foco em jornalismo local.
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