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Policial

Segundo envolvido em esquema criminoso de imobiliária de fachada é preso em Ponta Grossa

Segundo o inquérito policial, o investigado detinha participação ativa e estrutural no esquema.

Segundo envolvido em esquema criminoso de imobiliária de fachada é preso em Ponta Grossa
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A Polícia Civil de Ponta Grossa, cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pela prática reiterada de crimes de estelionato e apropriação indébita. A ação é um desdobramento direto e aprofundado de uma operação recente que já havia culminado na prisão da mulher apontada como a principal proprietária de uma imobiliária de fachada atuante no município.

As investigações revelaram que o esquema era muito mais complexo do que se desenhava inicialmente. No decorrer da apuração após a primeira prisão, a Polícia Civil constatou de forma robusta que o homem – então namorado da suspeita à época dos fatos – não era um mero funcionário ou assistente na empresa investigada. Ele atuava como um verdadeiro sócio e mentor do negócio fraudulento.

Segundo o inquérito policial, o investigado detinha participação ativa e estrutural no esquema: ele se apresentava formalmente como proprietário da empresa, angariava ativamente novos clientes, intermediava as negociações presencialmente e por aplicativos de mensagens, e era o responsável direto por realizar e receber pagamentos, ludibriando sistematicamente tanto os locadores (proprietários dos imóveis) quanto os locatários (inquilinos).

Efeito cascata e dezenas de vítimas

O avanço minucioso do inquérito e a ampla divulgação pela imprensa local da prisão da primeira envolvida encorajaram novas denúncias, revelando o verdadeiro tamanho do golpe. Nesta segunda fase da investigação, a PCPR identificou e ouviu formalmente ao menos 11 novas vítimas que procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência narrando o mesmo modo de operação.

O prejuízo financeiro causado aos cidadãos, contabilizando apenas esta nova leva de 11 denúncias, é estimado em cerca de R$ 90.000,00 (noventa mil reais), valor que os criminosos retiveram indevidamente e utilizaram para benefício próprio. A autoridade policial ressalta que o suspeito continuava atuando no ramo imobiliário mesmo após a prisão de sua parceira, o que motivou o pedido de prisão preventiva para cessar imediatamente o risco de que novas pessoas fossem enganadas.

O Modus Operandi do Esquema

O modo de agir da dupla era padronizado e visava transmitir uma falsa sensação de segurança. Consistia em captar imóveis no mercado apresentando-se como uma imobiliária séria e formalizar contratos de administração ou sublocação. Em seguida, os golpistas passavam a reter indevidamente os valores pagos em dia pelos inquilinos — incluindo os pagamentos mensais de aluguel e as robustas taxas de caução.

O dinheiro não era repassado aos legítimos proprietários dos imóveis. Quando questionados pelas vítimas sobre os atrasos, os suspeitos passavam a apresentar desculpas evasivas constantes, e histórias como “perda do celular” para justificar a falta de pagamento e o sumiço, causando não apenas prejuízo financeiro, mas grande desgaste emocional às famílias.

Quarta prisão em semanas: PCPR faz alerta à população:

A prisão deste segundo indivíduo marca uma forte ofensiva da 13ª SDP contra crimes patrimoniais na região. É importante ressaltar que, apenas nas últimas semanas, esta já é a quarta prisão realizada pela Polícia Civil de Ponta Grossa envolvendo estelionato e fraudes no setor de imóveis.

Diante da reincidência deste tipo de crime na cidade, a PCPR emite um forte alerta à população para que redobre os cuidados ao realizar negócios imobiliários:

• Verifique as credenciais: Antes de assinar qualquer contrato ou transferir valores, exija o registro do corretor ou da imobiliária no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), esta atitude de forma alguma pode ser considerada ofensiva ou desrespeitosa com o corretor ou imobiliária, mas sim um DEVER e DIREITO do comprador. Caso o corretor não queira lhe mostrar o seu numeral de CRECI, desconfie!

• Desconfie de facilidades excessivas: Preços muito abaixo do mercado, isenção de burocracias comuns e pressa exagerada para o fechamento do negócio são sinais claros de alerta.

• Visite o local físico: Não negocie apenas por WhatsApp ou redes sociais. Visite a sede física da imobiliária e o imóvel em questão.

• Cuidado com contas de terceiros: Jamais transfira valores de caução ou aluguel para contas bancárias de pessoas físicas que não constam como proprietárias legais do imóvel no contrato.

A PCPR segue apurando o caso para identificar a totalidade do prejuízo e orienta que outras possíveis vítimas, que reconheçam o modo de operação do casal ou da empresa citada, procurem imediatamente a delegacia para o registro formal da ocorrência e anexação de provas ao inquérito.

Veja mais: https://www.instagram.com/reel/DZZzOAXjxr0/?igsh=MWZ5MXFydnEwd2Nidg==

Leia também: Médicos veterinários são indiciados após abandonar cães em Ponta Grossa

Boca no Trombone
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