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Senado avança com cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher

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Senado avança com cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher
Geraldo Magela/Agência Senado
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Pessoas condenadas definitivamente por crimes de violência contra a mulher poderão passar a integrar um banco de dados nacional. A proposta que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher foi aprovada nesta quarta-feira (15) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e segue para análise no Plenário, em regime de urgência.

De acordo com o texto, o sistema reunirá informações de condenados com trânsito em julgado e será compartilhado entre órgãos de segurança pública da União e dos estados, sob coordenação do governo federal. Os dados das vítimas permanecerão em sigilo.

Relatora do Projeto de Lei (PL) 1.099/2024, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) destacou que atualmente as informações sobre infratores estão dispersas, o que pode dificultar o trabalho das autoridades.

Segundo ela, o cadastro poderá contribuir para o desenvolvimento de políticas preventivas e para o fortalecimento de medidas protetivas. “O sistema organiza e dá visibilidade aos dados, o que tende a aumentar a efetividade na execução penal e no monitoramento dos condenados”, afirmou.

A iniciativa complementa o Cadastro Nacional de Violência Doméstica, já existente e mantido pelo Conselho Nacional do Ministério Público com base na Lei Maria da Penha.

Crimes incluídos

O banco de dados deverá incluir pessoas condenadas pelos seguintes crimes:

feminicídio
estupro, inclusive de vulnerável
assédio e importunação sexual
lesão corporal
perseguição
violência psicológica
violação sexual mediante fraude
registro não autorizado da intimidade sexual

Entre as informações registradas estarão nome do agressor, documentos pessoais, fotografia, impressões digitais e endereço, entre outros dados.

As informações ficarão disponíveis até o término do cumprimento da pena ou por até três anos, nos casos em que a pena for inferior a esse período.

O texto aprovado mantém a versão já validada pela Câmara dos Deputados. A proposta original é de autoria da deputada Silvye Alves (União-GO). (As informações são da Agência Senado)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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