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Senado dos EUA aprova indicado de Trump para embaixada no Brasil

Escolhido por Donald Trump, Daniel Perez ainda não pode assumir o cargo, no entanto, porque não recebeu consentimento do governo Lula da Silva

Senado dos EUA aprova indicado de Trump para embaixada no Brasil
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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, dia 7, o nome do republicano Daniel Perez como futuro embaixador americano no Brasil. Escolhido pelo presidente Donald Trump, ele ainda não pode assumir o cargo, no entanto, porque não recebeu consentimento do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes do recesso parlamentar, Perez foi aprovado em um pacote de 74 indicados de Trump, analisados pelo Senado, para cargos no governo. Entre eles, estavam 17 embaixadores.

No plenário, foram 51 votos a favor e 47 contrários para todo o pacote de indicados de Trump, inclusive o cubano-americano Daniel Perez. Os senadores deram aval aos nomes em bloco, sem análise individual.

A decisão dos senadores dos EUA lança mais pressão sobre o governo Lula, porque agora a única etapa formal que resta para que o futuro embaixador possa assumir suas funções é o aval (agrément, no jargão diplomático) brasileiro.

Em crise política e diplomática com o Palácio do Planalto, o governo Trump decidiu revogar parcialmente o visto da embaixadora do Brasil em WashingtonMaria Luiza Viotti, como represália ao que considera uma demora excessiva, motivada por razão política, na aprovação de Perez.

Integrantes do governo Lula veem na ofensiva americana uma tentativa de interferência nas eleições presidenciais e chantagem para conseguir emplacar seu enviado em Brasília. Eles citam o perfil ideológico de Perez, alinhado a Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, como um risco, por causa dos elos desse grupo com o bolsonarismo.

Aos 39 anos, Danny Perez, como é conhecido, é filho de imigrantes cubanos e presidiu a Câmara dos Deputados da Flórida. Além do inglês, fala espanhol fluentemente. É advogado de profissão. Formou-se em Ciência Política e Criminologia, na Universidade Estadual da Flórida, e em Direito na Universidade Loyola de Nova Orleans.

Se aceito pelo governo brasileiro, em processo de consulta sigilosa conduzido pelo Departamento de Estado junto ao Itamaraty, Perez será o primeiro embaixador indicado por Trump para o Brasil no atual mandato.

O processo virou uma disputa político, com acusações de atropelo, por parte dos EUA, e de retenção na análise, por parte do Brasil.

Trump ignorou a praxe diplomática de consultar o governo Lula antes de enviar o nome de Perez para tramitação no Senado, algo que não fez em 2019, quando pediu o agrément ao governo Jair Bolsonaro antes de indicar de público o então embaixador Todd Chapman.

Washington reclama da demora na consulta, depois de dois meses sem resposta oficial. A ausência de retorno por longos meses costuma ser um indicativo de objeção política.

Pelas regras da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, um país deve se certificar do aceite do outro a seu candidato a embaixador. Caso haja recusa, ela não precisa ser justificada e não existe um prazo formal para concluir o processo.

Atualmente, a embaixada americana é chefiada pela diplomata de carreira Kimberly Kelly, encarregada de negócios interina. A situação se estende desde o retorno de Trump ao poder, em janeiro de 2025. A última embaixadora foi Elizabeth Bagley, colaboradora do governo Joe Biden.

 

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Fabiano Blageski
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Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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