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Política

Senadores querem lei para destravar impeachment de ministros do STF

Uma decisão individual do ministro Gilmar Mendes, de dezembro de 2025, alterou o rito de impeachment de ministros do STF, elevando o quórum e proibindo afastamento preventivo. Senadores agora articulam uma nova lei para reverter os efeitos e destravar processos.

Senadores querem lei para destravar impeachment de ministros do STF
Crédito: www.gazetadopovo.com.br
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Uma decisão individual do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em dezembro de 2025, alterou as regras tradicionais do rito de impeachment contra integrantes da própria Corte. A liminar proibiu o afastamento preventivo do magistrado durante o processo e elevou o quórum necessário para o avanço da denúncia. Diante disso, senadores articulam uma mudança na lei para destravar o impeachment de ministros do STF.

Antes da decisão, bastava a maioria simples dos senadores presentes para que o processo seguisse e o ministro fosse afastado. Com a liminar de Gilmar, passou-se a exigir o voto de dois terços de todo o Senado (54 parlamentares) logo na fase inicial, o mesmo rigor exigido para a condenação final. A mudança, na prática, dificulta o andamento de qualquer pedido de impeachment contra ministros do Supremo.

Entenda a liminar de Gilmar Mendes

A decisão monocrática de Gilmar Mendes alterou dois pontos centrais do rito. Primeiro, proibiu o afastamento preventivo do magistrado durante o processo, ou seja, o ministro investigado permanece no cargo até o julgamento final. Segundo, elevou o quórum para o recebimento da denúncia de maioria simples para dois terços do Senado.

Com isso, o processo fica mais lento e exige um consenso político muito maior logo no início. A medida ainda não foi confirmada pelo plenário do STF, o que abre espaço para questionamentos jurídicos e políticos. Enquanto isso, senadores buscam alternativas para reverter os efeitos práticos da liminar.

Alternativas em discussão no Senado

Uma das alternativas defendidas é a aprovação de uma nova lei que modernize as regras de 1950, mas preserve o rito de afastamento por maioria simples, anulando na prática os efeitos da liminar. A proposta legislativa seria uma resposta direta à decisão de Gilmar Mendes.

Outra alternativa defendida por juristas da Casa é a aplicação direta da Lei do Impeachment vigente, ignorando a decisão monocrática de Gilmar, uma vez que ela ainda não foi confirmada pelo plenário do STF. Nesse caso, o Senado seguiria o rito tradicional, com afastamento imediato por maioria simples.

Proposta cria prazo para análise

O texto em discussão estabelece que, se o Senado aceitar a denúncia contra um ministro, o afastamento do cargo deve ser imediato e decidido por maioria simples. A ideia é retomar o entendimento anterior à liminar, devolvendo ao Senado a prerrogativa de afastar ministros com base na vontade da maioria dos presentes.

Além disso, a proposta cria mecanismos para impedir o ‘engavetamento’ de pedidos: o presidente do Senado teria 30 dias para analisar denúncias. Esse prazo visa dar celeridade ao processo e evitar que pedidos de impeachment fiquem parados indefinidamente na gaveta da presidência da Casa.

O que dizem os defensores da mudança

Para os defensores da nova lei, a liminar de Gilmar Mendes representou uma interferência indevida do Judiciário nas competências do Legislativo. Eles argumentam que o Senado tem a prerrogativa constitucional de processar e julgar ministros do STF, e que as regras do rito devem ser definidas por lei, não por decisão monocrática.

Além disso, apontam que a exigência de dois terços logo no início do processo inviabiliza qualquer impeachment, pois é o mesmo quórum exigido para a condenação final. Isso, na prática, criaria uma blindagem excessiva para os ministros da Suprema Corte.

Próximos passos no Congresso

A articulação no Senado ainda está em fase inicial, e não há data definida para a apresentação formal do projeto. A fonte não detalhou quais senadores lideram a iniciativa, mas a movimentação ocorre em um contexto de tensão entre os Poderes.

Enquanto a proposta não avança, a liminar de Gilmar Mendes segue valendo, e qualquer pedido de impeachment contra ministro do STF terá que seguir as novas regras. O impasse jurídico e político deve continuar mobilizando o Congresso nas próximas semanas.

O Portal Boca no Trombone acompanhará os desdobramentos dessa articulação e trará novas informações assim que disponíveis. Continue navegando pelo site para mais notícias sobre política nacional e o Supremo Tribunal Federal.

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