Sepp Blatter, ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), manifestou apoio público a apelos para que torcedores boicotem os jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos. A declaração foi feita na rede social X, onde ele endossou comentários do especialista em anticorrupção Mark Pieth.
O evento será realizado de forma conjunta com Canadá e México entre junho e julho. A posição do ex-dirigente surge em um contexto de questionamentos sobre a organização do torneio.
Histórico de Blatter na FIFA
Sepp Blatter liderou a FIFA de 1998 a 2015, período marcado por expansão global do futebol e controvérsias. Ele deixou o cargo no âmbito de uma investigação sobre corrupção que abalou a entidade máxima do esporte.
Após sua saída, Blatter manteve-se como uma figura vocal em assuntos relacionados ao futebol internacional. Suas intervenções públicas continuam a gerar repercussão, especialmente quando abordam temas sensíveis como a organização de grandes eventos.
Endosso ao chamado de Mark Pieth
Especialista em anticorrupção
O apoio de Blatter ao boicote surgiu como um endosso aos comentários de Mark Pieth, advogado suíço especializado em crimes de colarinho branco. Pieth presidiu a supervisão do Comitê de Governança Independente da reforma da FIFA há uma década.
Na semana passada, Pieth concedeu uma entrevista ao jornal suíço Der Bund, expressando preocupações que foram posteriormente apoiadas por Blatter. A convergência entre o ex-presidente e o especialista em ética destaca a seriedade das críticas em torno da Copa do Mundo.
Outras vozes a favor do boicote
Posicionamento da federação alemã
Além de Blatter e Pieth, outras figuras do futebol têm se manifestado sobre a possibilidade de boicote. Oke Göttlich, um dos vice-presidentes da federação alemã de futebol, disse ao jornal Hamburger Morgenpost que considerava seriamente a medida.
Göttlich argumentou que havia chegado o momento de avaliar o boicote ao evento, sem detalhar motivos específicos. Sua fala reforça que a discussão envolve representantes ativos de federações nacionais importantes.
Contexto da Copa do Mundo 2026
Primeira edição com três sedes
A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, com Canadá e México como co-anfitriões. O evento está programado para ocorrer de 11 de junho a 19 de julho, marcando a primeira edição sediada por três países.
No entanto, questões recentes têm levantado dúvidas sobre a acessibilidade do torneio para torcedores internacionais. Adeptos do Irã e do Haiti, dois países qualificados, serão impedidos de entrar nos Estados Unidos.
Restrições de entrada nos EUA
Barreiras para torcedores
As suspensões de entrada para torcedores de certos países foram justificadas por “deficiências no rastreio e na verificação”. Essa medida impacta nações como Irã e Haiti, cujos cidadãos enfrentarão barreiras para assistir aos jogos em solo americano.
A situação cria um obstáculo prático que alimenta os apelos por boicote. Para críticos como Blatter e Pieth, tais fatores podem comprometer o princípio de inclusão no esporte.
Impacto potencial do movimento
Pressão sobre organizadores
O apoio de Blatter ao boicote, somado às vozes de Pieth e Göttlich, introduz um elemento de pressão moral sobre os organizadores da Copa do Mundo. Embora não haja indicação de que federações ou seleções adotarão a medida oficialmente, o debate público pode influenciar a percepção do torneio.
A FIFA e os comitês organizadores não se pronunciaram sobre as declarações, mantendo o foco nos preparativos logísticos. A fonte não detalhou se as críticas levarão a mudanças nas políticas de acesso.
Enquanto isso, o futebol global se prepara para um torneio histórico em escala, mas que agora carrega também o peso de questionamentos éticos.


















