A manhã desta quarta-feira (8) registra um cenário de forte mobilização e pressão popular no Centro de Ponta Grossa. Servidores públicos municipais ocupam a frente do Paço Municipal em uma paralisação que interrompe as atividades da categoria. O movimento, liderado pelo SindServ PG, acontece em tempo real e busca forçar uma saída para o impasse nas negociações da data-base de 2026.
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IMPASSE NAS NEGOCIAÇÕES E REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA
O clima de tensão que se vê agora na sede da Prefeitura é reflexo de 42 dias de espera por uma resposta oficial. O presidente do sindicato, Luiz Eduardo Pleis, reforça que a proposta foi protocolada ainda no final de fevereiro, mas o silêncio administrativo motivou o cerco ao prédio público nesta manhã. Os servidores buscam não apenas a recomposição da inflação, mas também um aumento real de 15% nas tabelas salariais e um reajuste de 50% no vale-refeição. Além das questões financeiras, o grupo exige revisões urgentes nos planos de cargos e melhorias gerais nas condições de trabalho, alegando que o funcionalismo acumulou perdas que precisam ser sanadas imediatamente.
A JUSTIFICATIVA DA PREFEITURA E O CENÁRIO ECONÔMICO
Enquanto o protesto ganha volume do lado de fora, a Prefeitura Municipal sustenta que o cumprimento integral das exigências é inviável no atual cenário financeiro. Em entrevista ao BNT News nesta quarta-feira, o secretário da Fazenda, Cláudio Grokoviski, buscou tranquilizar a categoria ao afirmar que o município cumprirá rigorosamente o que determina a lei, garantindo a reposição do índice inflacionário baseado no IPCA acumulado. No entanto, o secretário ponderou que pedidos de aumentos reais na casa dos 10% ou 15% não condizem com a realidade econômica nacional e municipal. Grokoviski destacou que o Executivo enfrenta quedas em repasses estratégicos como o IPVA e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que limita a margem de negociação para valores acima da inflação.
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Secretário afirma cumprimento da lei em reajuste dos servidores de PG


















