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Servidores decretam estado de greve em Ponta Grossa
Reprodução SindServ

O estado de greve dos servidores de Ponta Grossa foi decretado na noite desta quarta-feira (15) após assembleia que reuniu mais de 300 trabalhadores municipais. A decisão ocorre em meio ao impasse nas negociações com a Prefeitura sobre reajuste salarial e o valor do vale-alimentação.

A deliberação foi tomada por unanimidade durante encontro conduzido pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ), que representa a categoria. Segundo a entidade, não houve avanço nas tratativas da data-base de 2026.

Apesar da decisão, os serviços públicos seguem funcionando normalmente. O sindicato informou que uma paralisação geral ainda depende de novos desdobramentos e de um posicionamento da prefeita Elizabeth Schmidt até o dia 20 de abril.

Durante a assembleia, o SindServ explicou que a decretação imediata de greve não é possível devido às exigências previstas na Lei nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve. A legislação estabelece a necessidade de tentativa prévia de negociação e comunicação com antecedência mínima antes de qualquer paralisação — de 48 horas, ou 72 horas em serviços essenciais.

De acordo com o sindicato, o estado de greve é uma forma de pressionar institucionalmente o Executivo para abertura de diálogo. Caso não haja avanço, a entidade já indicou que a greve poderá ser oficializada no dia 22 de abril, com paralisação geral a partir das 8h do dia 27.

O presidente do SindServ, Luiz Eduardo Pleis, afirmou que a categoria aguarda uma resposta do governo municipal e reforçou o indicativo de paralisação.

Em nota enviada ao Portal BnT, Pleis destacou que a decisão foi tomada em assembleia extraordinária realizada no dia 15 de abril, com a participação de cerca de 300 servidores.

“Foi deliberada em assembleia extraordinária no dia 15 de abril, por cerca de 300 servidores, que a partir do dia 16 de abril está deflagrado o Estado de Greve dos servidores públicos municipais. Os trabalhadores definiram também que aguardarão de forma derradeira um último posicionamento do governo municipal até 20 de abril”, afirmou.

Na sequência, o presidente reforçou o indicativo de paralisação caso não haja avanço nas negociações.

“Caso a pauta de reivindicação e a reunião não sejam viabilizadas pelo governo, a partir do dia 27 de abril está indicada greve coletiva com paralisação de todos os serviços municipais”, completou.

Ainda na nota encaminhada ao Portal BnT, o dirigente sindical destacou o posicionamento da categoria diante da falta de propostas consideradas satisfatórias.

“Após nossa assembleia e diante da falta de propostas que valorizem de verdade o servidor, a decisão foi tomada: a partir do dia 27 de abril, cruzaremos os braços. Não somos apenas números ou matrículas, somos pessoas que movem essa cidade e exigimos respeito, data-base e vale-alimentação digno”, diz o texto.

Servidores presentes na assembleia também relataram insatisfação com a condução das negociações. A categoria afirma que houve tentativas de diálogo, mas sem retorno efetivo por parte do Executivo.

O sindicato ainda destacou que o cronograma definido considera a necessidade de garantir segurança jurídica, evitando questionamentos legais em caso de paralisação. A entidade reforça que segue aberta ao diálogo, desde que haja participação direta da prefeita nas negociações.

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