Sesa diz que família recusou vaga para paciente tetraplégico internado em Ponta Grossa
Sesa afirma que família recusou a transferência do paciente tetraplégico na UPA Santa Paula, em Ponta Grossa. Caso teve nova manifestação oficial.

O caso do paciente tetraplégico na UPA Santa Paula, em Ponta Grossa, ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (21). Após questionamento do Portal BnT Online sobre a denúncia encaminhada pela família, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informou que a Central Estadual de Leitos disponibilizou uma vaga para transferência ao Hospital de Reabilitação, em Curitiba, mas que ela teria sido recusada pelos familiares.
Em nota oficial enviada à reportagem, a Sesa informou que o paciente realiza tratamento no Hospital de Reabilitação, unidade onde permaneceu internado por cerca de cinco meses após sofrer um grave acidente que o deixou tetraplégico. Segundo a Secretaria, ele recebeu alta hospitalar há aproximadamente uma semana.
Ainda conforme o órgão estadual, a internação atual na UPA Santa Paula ocorreu em razão de uma condição clínica diferente daquela tratada anteriormente no Hospital de Reabilitação. A pasta afirma que, seguindo o protocolo assistencial, o atendimento deveria ser retomado na mesma unidade especializada.
De acordo com a nota, a Central Estadual de Leitos disponibilizou a transferência para Curitiba, porém a família recusou a vaga oferecida. Diante disso, a Secretaria afirma que não se trata de um caso de falta de leito ou de desassistência ao paciente.
A Sesa também destacou que o atendimento realizado dentro da UPA Santa Paula e toda a estrutura disponível na unidade são de responsabilidade do município de Ponta Grossa. A Secretaria informou ainda que desconhece qualquer solicitação para que familiares fornecessem equipamentos ou insumos ao paciente, ressaltando que esse tipo de providência não integra a assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Família relatou espera por vaga e dificuldades durante atendimento
A manifestação da Secretaria ocorre após a família denunciar ao Portal BnT Online que o paciente permanecia internado na UPA Santa Paula aguardando uma vaga hospitalar por meio da Central Estadual de Leitos.
Segundo os familiares, ele deu entrada na unidade no último sábado e permaneceu além do prazo normalmente utilizado para a regulação hospitalar. Eles relataram que o paciente necessita de cuidados especializados permanentes, incluindo mudanças frequentes de posição, aspiração traqueal e equipamentos específicos.
A denúncia também afirma que a família levou um colchão pneumático e um aspirador traqueal próprios para auxiliar na assistência, alegando que esses equipamentos não estariam disponíveis na unidade. Os familiares ainda apontaram dificuldades relacionadas à alimentação, ao posicionamento adequado do paciente e ao isolamento, além de afirmarem que o homem possui histórico de infecção por bactéria KPC.
UPA informou que paciente recebe assistência integral
Antes da manifestação da Sesa, a assessoria das Unidades de Pronto Atendimento informou ao Portal BnT Online que o paciente permanece em observação na UPA Santa Paula, em leito de isolamento, seguindo os protocolos institucionais.
Segundo a nota da unidade, até aquele momento não havia aceite de vaga pela Central Estadual de Regulação de Leitos. A UPA ressaltou que a definição do hospital de destino não é de competência do município nem da própria unidade.
Ainda conforme o posicionamento, o Ministério Público foi acionado em razão do tempo de espera pela transferência.
A administração da UPA também afirmou que dispõe dos equipamentos mencionados pela família e informou que o paciente recebe assistência integral da equipe multiprofissional, incluindo cuidados de enfermagem, administração de medicamentos, alimentação e demais procedimentos previstos nos protocolos assistenciais.
Com a manifestação oficial da Secretaria de Estado da Saúde, o caso passa a apresentar versões diferentes sobre a disponibilidade da vaga hospitalar, uma vez que a Sesa afirma que a transferência foi oferecida e recusada pela família, enquanto o posicionamento anterior da UPA indicava que ainda não havia aceite de vaga pela Central Estadual de Leitos.
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