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Show Terrosa leva cultura afro-brasileira a comunidades quilombolas do Paraná

Projeto da multiartista Meia Lua promove apresentações e oficinas em cinco quilombos com foco em mulheres e crianças.

Projeto da multiartista Meia Lua promove apresentações e oficinas em cinco quilombos com foco em mulheres e crianças.
Divulgação
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Cinco comunidades quilombolas do Paraná recebem neste mês o show Terrosa, da artista afro-paranaense Meia Lua. A iniciativa contempla não apenas apresentações musicais, mas também oficinas de capoeira e maculelê voltadas a mulheres e crianças, promovendo o fortalecimento da identidade cultural e da ancestralidade dos povos quilombolas. O projeto é realizado com apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com patrocínio da Copel.

A turnê passará pelas comunidades João Surá e Córrego do Franco (Adrianópolis), Invernada Paiol de Telha Fundão (Reserva do Iguaçu), Guajuvira (Curiúva) e Despraiado (Candói) — todas localizadas em cidades com menos de 20 mil habitantes. Segundo dados do IBGE de 2022, essas localidades concentram os maiores territórios quilombolas delimitados do Estado.

O show Terrosa é composto por 10 canções autorais de Meia Lua, com arranjos nos ritmos afro-brasileiros como maracatu, samba, jongo, forró e toques de terreiro. As músicas refletem a trajetória da artista como mulher negra, mãe, capoeirista, atriz, bailarina, escritora e pesquisadora da cultura popular brasileira.

“Compartilhar, agregar, entender, aprender e, acima de tudo, contribuir e elevar a fortaleza da mãe Terra juntamente com outras mulheres é ampliar e fortificar a cultura étnica de um povo tão importante para nossa cultura ancestral”, destaca Meia Lua.

Oficinas com foco em mulheres e crianças

Além do show, o projeto prevê 20 oficinas gratuitas, com duas turmas em cada comunidade: uma para mulheres (“A Resistência da Mulher na Roda da Capoeira”) e outra para crianças (“A Arte de Brincar com o Próprio Corpo”). As atividades são inclusivas, com técnicas adaptadas para pessoas com deficiência física e intelectual. Todos os instrumentos utilizados — como atabaque, berimbau, pandeiro, reco-reco e agogô — serão doados para as comunidades, incentivando a continuidade das práticas culturais locais.

A iniciativa é realizada em parceria com a Federação Estadual das Comunidades Quilombolas do Paraná (FECOQUI) e visa fomentar a valorização social, cultural e econômica dos territórios tradicionais. Parte da proposta é contratar serviços diretamente nas comunidades, como alimentação e hospedagem, fortalecendo a economia local e promovendo o intercâmbio entre artistas e moradores.

Acessibilidade e registro

As ações do projeto serão realizadas em espaços acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. A depender da demanda, haverá também tradução em Libras e audiodescrição. Todo o material será registrado em vídeo e áudio e disponibilizado posteriormente nos canais da artista Meia Lua e da FECOQUI no YouTube.

O show Terrosa já passou por Candói, Adrianópolis e Reserva do Iguaçu.

Com supervisão de Marcos Silva.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Estagiário no Portal Boca no Trombone e estudante do 4º ano de Jornalismo na UEPG, atuo na produção de conteúdo jornalístico. Tenho interesse especial em jornalismo esportivo, área que venho explorando desde o início da graduação, unindo minha paixão pelo esporte e comunicação.
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