PG 203 anos: Sindimadeira-PG, mais de seis décadas de história
Sindimadeira-PG em Ponta Grossa representa há mais de 60 anos a indústria madeireira e atua na geração de empregos, inovação e desenvolvimento regional.

Industria madeireira como ferramenta para o desenvolvimento da cidade
A história industrial de Ponta Grossa está diretamente ligada ao ciclo da madeira, sobretudo à exploração do pinheiro-araucária, espécie nativa fundamental para as construções em concreto armado de São Paulo e, depois, de Brasília. Foi nesse cenário de forte demanda que, em 28 de março de 1960, nasceu o Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias de Ponta Grossa, criado para organizar e representar o setor madeireiro regional.
Nas décadas seguintes, o setor passou por grandes mudanças. O esgotamento da araucária nativa, agravado por incêndios florestais nos anos 1960, levou à proibição do corte dessa madeira e ao início do reflorestamento com pinus, incentivado pelo governo estadual. Anos depois, o eucalipto também passou a integrar a produção regional.
Essa transição exigiu adaptação técnica, já que o pinus trouxe desafios como o ataque de fungos, superados com eventos técnicos e trocas de experiência entre estados. O sindicato ampliou sua atuação para carpintarias, marcenarias e a indústria de painéis (MDF e OSB), acompanhando a chegada de multinacionais à cidade.
Ao longo de suas gestões, a entidade acompanhou momentos importantes: entre 1986 e 1992, a consolidação da troca da madeira nativa pela exótica; entre 1996 e 1999, o fim da exploração nativa e parcerias com a Universidade Estadual de Ponta Grossa para mapear o potencial do setor moveleiro artesanal; entre 1998 e 2007, mudanças nas negociações coletivas e qualificação profissional; entre 2007 e 2012, a criação de cursos com o Sesi e a consolidação da Casa da Indústria, modelo depois replicado pela Federação em outras regiões.
Entre 2012 e 2016, o sindicato ampliou convênios e fechou acordos coletivos reconhecidos como equilibrados em nível estadual. De 2016 a 2021, enfrentou os impactos da reforma trabalhista, que extinguiu a contribuição sindical obrigatória, exigindo reorganização financeira. A partir de 2021, veio o desafio da pandemia, seguido por forte recuperação nas exportações, além de questões ligadas à logística, custos e sustentabilidade.
Historicamente, o Sindimadeira-PG também dialogou com o sindicato laboral e articulou parcerias com Embrapa, Emater, Senai e FIEP em momentos de crise fitossanitária e discussões sobre piso salarial regional.
Hoje, Ponta Grossa e os Campos Gerais formam um dos polos madeireiros mais completos do Paraná. Depois de um 2024 de forte crescimento nas exportações aos EUA, 2025 trouxe queda brusca por causa das tarifas americanas, já que 80% da produção regional dependia desse mercado, resultando em fechamentos, demissões e redução de turnos. Sob liderança de Álvaro Scheffer Júnior (2025–2027), o sindicato busca crédito, equiparação tributária e novos mercados, apostando na madeira engenheirada para impulsionar o consumo interno e tornar a região referência nacional em industrialização sustentável.
Com mais de 60 anos de história, o Sindimadeira-PG segue como peça-chave na geração de empregos, na formação profissional e no desenvolvimento econômico de Ponta Grossa, enfrentando os desafios da matéria-prima, da sustentabilidade florestal e da competitividade industrial.
BOX DA PRESIDÊNCIA
| Período | Presidente |
|---|---|
| 1986–1992 | José Airton Rodrigues da Luz |
| 1996–1999* | Alcides Vieira de Araújo |
| 1998–2007* | Laerte Bittencourt Filho |
| 2007–2012 | Ivo Bremm |
| 2012–2016 | Joselito Antônio Przybzlovicz |
| 2016–2021 | Leonardo Puppi Bernardi |
| 2021–2025 | Álvaro Luiz Scheffer |
| 2025 – atual | Álvaro Luiz Scheffer Júnior |































