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Há histórias que desafiam os prontuários médicos e transformam a percepção sobre os limites do corpo humano. A trajetória de Henrique Patrese Priftis, de 43 anos, é um desses relatos onde a coragem assume o protagonismo. Após décadas de luta contra problemas renais, Henrique se prepara agora para um desafio inédito: a linha de chegada da Night Run Operário, que acontece no próximo dia 1º de maio.

A jornada de Henrique começou cedo, mas foi aos 18 anos que ele recebeu um dos maiores gestos de amor possíveis: um transplante de rim doado por sua mãe. Foram nove anos de esperança até que, aos 27, a perda do órgão transplantado mudou sua rotina drasticamente. Há 16 anos, Henrique não possui função renal e sua vida depende integralmente de uma máquina de hemodiálise.

Diferente de muitos pacientes que preservam alguma atividade residual, Henrique não urina há mais de uma década. Sua sobrevivência é ditada pelo som dos bipes e pelo rigor das agulhas. Entretanto, o que poderia ser um isolamento tornou-se missão. Dentro da clínica, ele é o pilar que sustenta quem chega sem esperança, transformando o ambiente hospitalar em um espaço de acolhimento.

Para sua esposa, a transição do tratamento para as pistas de corrida é o reflexo de uma alma que se recusa a ser limitada. “Como esposa, o que sinto não cabe em palavras simples. É orgulho. Orgulho de ver que, mesmo diante de tudo, ele escolheu viver e viver intensamente”, compartilha.

Em 2026, Henrique decidiu que o tratamento essencial não seria o único marco de sua rotina. Ao se inscrever para correr por medalhas, ele envia uma mensagem de resiliência para toda a comunidade. “Correr, para muitos, é apenas um esporte. Para o Henrique, é um símbolo. É a prova de que, mesmo vivendo há anos conectado a uma máquina, seu coração continua livre, forte e determinado”, afirma a esposa.

No dia 1º de maio, quando o sinal de largada soar em Ponta Grossa, Henrique Patrese Priftis não estará apenas percorrendo quilômetros; estará celebrando o triunfo da vontade sobre a adversidade. “O Henrique não é apenas um sobrevivente. Ele é um exemplo vivo de resistência, fé e superação”, finaliza ela.

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