Um ano após prisão, Sassá será julgado por três crimes
Um ano após a prisão, repórter enfrenta audiência de instrução por lesão corporal, dano patrimonial e descumprimento de medida protetiva.

Na próxima segunda-feira, dia 29 de junho, às 15h35, o Fórum de Ponta Grossa realizará a Audiência de Instrução e Julgamento do repórter Marcos Eduardo Rosa dos Santos, popularmente conhecido como “Sassá”. A sessão ocorre logo após o caso completar exatamente um ano, já que a prisão em flagrante do comunicador pelo envolvimento em um episódio de violência doméstica aconteceu no dia 22 de junho de 2025.
A Denúncia do Ministério Público
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 16ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ponta Grossa, formalizou a denúncia apontando a prática de três crimes distintos. De acordo com o documento assinado pela promotora Heloisa Missau Ruviaro, as infrações ocorreram na mesma manhã:
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Agressão Física (Fato 01): Por volta das 08h00 do dia 22 de junho de 2025, na chácara dos avós da vítima, o acusado ofendeu a integridade corporal de sua ex-namorada. O documento aponta que ele desferiu um tapa no rosto da mulher e arranhou a mão dela.
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Dano ao Patrimônio (Fato 02): Na mesma ocasião, logo após agredir fisicamente a vítima, o denunciado tomou o celular da ex-namorada de forma violenta e o arremessou ao chão, danificando o aparelho.
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Descumprimento de Medida Protetiva (Fato 03): Cerca de duas horas depois, às 10h50, Sassá dirigiu-se à casa da mãe da vítima. Com isso, ele descumpriu uma ordem judicial expedida em janeiro de 2025, que o proibia de se aproximar a menos de 200 metros da mulher e de sua residência.
Além da condenação criminal, o Ministério Público pede que o réu pague os danos materiais (referentes ao aparelho celular destruído) e uma indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 2.000,00 para cada uma das vítimas (a ex-namorada e a mãe dela).
Expectativas para a Audiência
O caso segue tramitando no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Ponta Grossa. A audiência agendada para a próxima semana é considerada uma etapa fundamental do processo.
Para a assistência de acusação, a sessão deve ratificar as provas já anexadas aos autos. E de fato a expectativa dos advogados da vítima é a de que a audiência sirva para comprovar que ele cometeu os crimes de lesão corporal, dano ao patrimônio alheio e descumprimento de medida protetiva contra mulher.
Em contrapartida, desde a sua detenção no bairro Contorno — ocasião que teve imagens da abordagem policial circulando nas redes sociais —, Marcos Rosa tem sustentado sua inocência. Em declaração ao portal BnT Online logo após o ocorrido, o repórter classificou o episódio apenas como um atrito verbal. “Não houve agressão, só uma discussão”, declarou na época, alegando ainda que ele próprio seria a verdadeira vítima da situação.
A defesa do comunicador segue sendo conduzida pelo escritório Madureira e Advogados Associados, que o acompanha desde que foi encaminhado à 13ª Subdivisão Policial (SDP) no dia dos fatos. A equipe de reportagem do portal BnT entrou em contato com os advogados e se colocou à disposição para incluir o posicionamento da defesa, mas, até o fechamento desta matéria, nenhuma nota ou declaração foi encaminhada para a nossa redação.
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