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Política

Vereador Careca denuncia ilegalidade em contrato bilionário do lixo em PG

A denúncia principal gira em torno do 36º aditivo de contrato firmado entre a Prefeitura de Ponta Grossa e a empresa PGA Ambiental, responsável pela coleta e destinação do lixo

CARECA
bnt neews
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Durante entrevista ao BNT News, o vereador Professor Careca, presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura irregularidades na destinação e gestão dos resíduos sólidos de Ponta Grossa — popularmente conhecida como “Cei do Lixo” relatou ter sido impedido de fiscalizar o aterro sanitário em Ponta Grossa, destino final do lixo da cidade. Segundo o parlamentar, o bloqueio da visita, mesmo na presença da polícia, levanta suspeitas e reforça a necessidade da investigação em andamento.

“Fomos até o aterro porque é nossa prerrogativa fiscalizar contratos públicos. Esse é um contrato bilionário. Não estamos falando de milhões, mas de bilhões de reais”, declarou Careca.

A denúncia principal gira em torno do 36º aditivo de contrato firmado entre a Prefeitura de Ponta Grossa e a empresa PGA Ambiental, responsável pela coleta e destinação do lixo. O vereador afirma que o aditivo, avaliado em mais de R$ 1 bilhão, foi assinado sem a devida apreciação da Câmara Municipal, o que configura, segundo ele, ilegalidade contratual.

“Canetaço” do ex-prefeito e continuidade da gestão atual

Kareca apontou diretamente o ex-prefeito Marcelo Rangel como responsável pela assinatura do contrato sem tramitação legislativa, referindo-se ao ato como um “canetaço”. Entretanto, ele também destacou que a atual gestão da prefeita Elizabeth Schmidt deu continuidade ao contrato, o que, de acordo com a lei, também a torna corresponsável.

“Quem assina e quem dá continuidade compartilham da responsabilidade. A lei é clara: é crime a contratação direta sem observância legal, com penas que podem incluir reclusão, multa e até inelegibilidade”, alertou.

CEI pode virar CPI

A comissão, que já ouviu fiscais e a secretária do Meio Ambiente, deve ouvir ainda hoje o secretário de Finanças, Cláudio Grokowski, às 14h. A expectativa é que, diante dos indícios de irregularidades levantados até o momento, a CEI evolua para uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) — um processo com maior poder de investigação e que pode gerar responsabilizações mais severas.

“Se tudo seguir como está se desenhando, a CEI vai sim se transformar numa CPI. O povo tem o direito de saber onde está sendo gasto seu dinheiro”, disse.

O vereador também criticou a falta de capacitação técnica dos fiscais responsáveis por supervisionar o cumprimento do contrato, além de afirmar que a secretária da pasta ambiental demonstrou desconhecimento sobre detalhes cruciais da gestão de resíduos.

Transparência e responsabilidade com o dinheiro público

Em tom firme, Careca reforçou que o papel do vereador é fiscalizar e garantir que os recursos públicos sejam usados com responsabilidade. Ele também pediu mais transparência da atual administração e deixou o convite aberto para que tanto o ex-prefeito Marcelo Rangel quanto a prefeita Elizabeth Schmidt participem dos debates e prestem esclarecimentos.

“Nós não estamos aqui para fazer caça às bruxas, mas para garantir que a lei seja cumprida e que o dinheiro do povo seja respeitado”, concluiu.

Assista à entrevista

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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