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Política

Vereadores de PG criticam pedágios e obras em rodovias do estado

Na região dos Campos Gerais, especialmente nos trechos que passam por Ponta Grossa — como BR-376, BR-373 e PR-151

Vereadores de PG criticam pedágios e obras em rodovias do estado
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O vereadores Geraldo Mazer, Júlio Küller e Paulo Balasin criticara  a atuação das concessionárias de rodovias no Paraná durante a Sess]ao Ordinária desta quarta-feira (18), que se  encontra em um cenário recente marcado por mudanças no modelo de pedágio, reclamações de usuários e impactos no fluxo de veículos.

Nos últimos meses, a implantação dos novos contratos de concessão trouxe alterações importantes, como a introdução de sistemas eletrônicos de cobrança e intervenções nas pistas — fatores que têm gerado engarrafamentos e lentidão em diversos trechos do estado.

Problemas em Ponta Grossa e região

Na região dos Campos Gerais, especialmente nos trechos que passam por Ponta Grossa — como BR-376, BR-373 e PR-151 —, motoristas relatam filas e redução no fluxo, principalmente em áreas de obras e no sistema conhecido como “siga e pare”.

Além disso, o modelo híbrido de pedágio, que mistura cabines tradicionais com pistas automáticas, também tem sido alvo de críticas. Em alguns casos, veículos com cobrança automática (“passa direto”) dividem espaço com motoristas que ainda precisam reduzir ou parar, o que gera gargalos e risco de congestionamentos.

Durante a fase inicial de operação das concessionárias, inclusive, os motoristas foram orientados a passar pelas cabines mesmo sem cobrança, para classificação e adaptação do sistema — o que já indicava possíveis impactos no fluxo .

Norte do Paraná: mudança tecnológica e dúvidas

No Norte do estado, a situação envolve uma transição ainda mais significativa. Está em implantação o sistema Free Flow (fluxo livre), que elimina cancelas e permite a cobrança automática por meio de leitura de placas e tags.

A tecnologia promete melhorar a fluidez, mas ainda está em fase de implantação e adaptação. Os pórticos eletrônicos estão sendo instalados em rodovias como a BR-376 e PR-445, com previsão de operação ao longo de 2026 .

Apesar disso, há críticas sobre o modelo adotado no Paraná. Parlamentares e especialistas apontam que, em alguns trechos, a cobrança eletrônica não trouxe a redução esperada no custo ou melhorias imediatas ao usuário .

Principais problemas apontados

Entre os pontos mais criticados — e reforçados pelos vereadores — estão:

Engarrafamentos próximos às praças de pedágio

Convivência entre pistas automáticas e manuais

Trechos em obras com sistema “siga e pare”

Falta de fluidez em horários de pico

Dificuldade de adaptação ao novo modelo de cobrança

 Pressão política aumenta

As críticas ao modelo de concessão não são isoladas. Deputados estaduais já questionaram judicialmente o sistema de pedágio eletrônico e a forma como ele vem sendo aplicado no Paraná.

O tema deve ganhar ainda mais força com a presença de representantes do Governo do Estado na região, já que lideranças locais cobram melhorias na infraestrutura e mais eficiência na gestão das rodovias.

Leia também Vereador de Ponta Grossa cobra explicações sobre repasses do Estado

Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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