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73% dos eleitores rejeitam uso de IA nas campanhas eleitorais, aponta Quaest

Pesquisa revela resistência à inteligência artificial na propaganda política; TSE discute regras para conteúdos manipulados nas eleições de 2026

73% dos eleitores rejeitam uso de IA nas campanhas eleitorais, aponta Quaest
Foto: Agência Brasil
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A utilização de inteligência artificial nas campanhas eleitorais de 2026 é rejeitada por 73% dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (17). Apenas 21% dos entrevistados disseram ser favoráveis ao emprego da tecnologia durante a disputa política.

Outros 3% afirmaram que o uso de IA não faz diferença, enquanto 3% não souberam ou preferiram não responder. O resultado demonstra uma forte desconfiança da população em relação à produção de propagandas eleitorais com ferramentas capazes de criar ou alterar imagens, vídeos e vozes.

Rejeição é maior entre as mulheres

A pesquisa identificou diferenças entre os grupos ouvidos. Entre as mulheres, 78% se posicionaram contra o uso da inteligência artificial nas campanhas. Entre os homens, a rejeição chegou a 69%.

O posicionamento político também influencia a percepção dos eleitores. A desaprovação alcançou 79% entre pessoas de esquerda que não se identificam com o lulismo. Já entre os eleitores de direita não bolsonaristas, o índice ficou em 69%.

Entre os independentes, 75% rejeitam a utilização da tecnologia. O percentual é de 73% entre os lulistas e de 70% entre os bolsonaristas.

TSE discute regras para inteligência artificial

O resultado foi divulgado em meio ao debate sobre os limites da inteligência artificial durante a campanha eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para esta terça-feira (18) uma reunião destinada à discussão da regulamentação da tecnologia e do uso de conteúdos manipulados por IA.

O assunto ganhou repercussão depois que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou, no lançamento de sua candidatura, em julho, um vídeo produzido com inteligência artificial que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O PT levou o caso à Justiça Eleitoral, alegando que o material poderia ser enquadrado como deepfake. O partido também questionou a divulgação antes do início oficial da campanha, apontando possível propaganda eleitoral antecipada.

A defesa de Flávio Bolsonaro argumentou ao TSE que a inteligência artificial ampliou os recursos técnicos disponíveis e que não seria legítimo considerar todo uso da ferramenta como fraude ou manipulação ilícita.

Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

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Heryvelton Martins
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Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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