Acusado de matar mulher grávida em PG vai a júri amanhã (09)
Acusado responde por feminicídio, aborto provocado por terceiro e tráfico de drogas; crime ocorreu diante da filha do casal.

Está marcado para esta quinta-feira (9), no Fórum Municipal de Ponta Grossa, o julgamento de Jhonatan Cardoso da Silva, de 27 anos, acusado de matar Renata Santos Lourenço, de 26, grávida de três meses, na manhã de 28 de agosto de 2024. O caso, que chocou a cidade, é tratado como feminicídio com agravantes.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Renata foi morta dentro da própria residência, na Vila Coronel Cláudio, com golpes de faca no pescoço. O corpo da jovem foi encontrado ao lado da filha do casal, de apenas três anos, que sobreviveu e hoje está sob os cuidados da família materna.
O suspeito foi preso ainda no mesmo dia do crime, no final da tarde, após uma intensa busca. Ele havia sido localizado na casa do pai, mas conseguiu fugir após o imóvel ser alvejado por tiros em um ato de retaliação. Na ocasião, o pai do suspeito, de 47 anos, foi morto, e duas crianças — de dois e três anos — ficaram feridas por disparos.
Renata foi assassinada após uma discussão envolvendo a recusa da vítima em aceitar o envolvimento do companheiro com o tráfico de drogas, conforme apontou o delegado Luís Gustavo Timossi, responsável pelo caso. A Polícia Militar também confirmou que o crime teria ocorrido na frente da filha do casal.
De acordo com nota divulgada pelo advogado Helian Kosloski dos Santos, assistente de acusação no processo, a expectativa da família é de que o réu seja condenado por homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro e tráfico de drogas, podendo cumprir pena superior a 50 anos de prisão. A nota, divulgada nas redes sociais do advogado, também expressa a indignação da família com o caso e o compromisso com a busca por justiça.
“Não pouparemos esforços para demonstrar a pluralidade de provas produzidas, as quais permitem um decreto condenatório seguro e justo”, afirmou Kosloski.
O julgamento será realizado no Tribunal do Júri de Ponta Grossa. A sessão deve contar com a presença de familiares, representantes legais e testemunhas do caso.
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