Aeroporto Afonso Pena muda de dono em venda bilionária
Grupo mexicano Asur assume a administração dos terminais; operação também envolve os aeroportos de Londrina e Foz do Iguaçu

Os aeroportos Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e do Bacacheri, em Curitiba, passaram a ser controlados pelo Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur). A empresa mexicana adquiriu toda a plataforma de aeroportos da Motiva, antiga CCR, em uma negociação de R$ 12,21 bilhões.
A conclusão da operação foi anunciada na terça-feira (1º). Além dos dois terminais da Região Metropolitana de Curitiba, a negociação inclui os aeroportos paranaenses de Londrina e Foz do Iguaçu. Ao todo, o pacote reúne 20 aeroportos, sendo 17 no Brasil e três no exterior: Quito, no Equador; San José, na Costa Rica; e Curaçao, no Caribe.
O que muda para os passageiros
De acordo com a Motiva, os aeroportos já passam a ser operados e administrados pela Asur. Entretanto, a mudança de controle não deve provocar alterações imediatas nos serviços oferecidos aos passageiros.
As equipes responsáveis pelas operações foram transferidas junto com os ativos. As duas empresas iniciaram uma fase de transição que contempla sistemas administrativos, folha de pagamento, suprimentos, tecnologia da informação, sites e identidade visual dos terminais. Segundo o comunicado oficial da Motiva, a migração será realizada de forma conjunta entre os grupos.
O Afonso Pena, principal aeroporto do Paraná, é utilizado por moradores de diversas regiões do estado, incluindo passageiros de Ponta Grossa e dos Campos Gerais que procuram voos nacionais e internacionais.
Venda foi fechada por R$ 12,21 bilhões
A transação envolve R$ 5,187 bilhões pela compra das ações da holding que concentrava as participações da Motiva nos aeroportos. Outros R$ 7,024 bilhões correspondem às dívidas líquidas vinculadas aos ativos transferidos. O valor inicial, anunciado em novembro de 2025, era de R$ 11,5 bilhões, mas aumentou após correção monetária e ajustes financeiros.
Com a aquisição, a Asur amplia significativamente sua presença no mercado latino-americano. Os aeroportos anteriormente administrados pela Motiva receberam aproximadamente 48 milhões de passageiros em 2025. A rede da empresa mexicana já movimentava cerca de 71,6 milhões de usuários por ano.
Motiva deixa o setor aeroportuário
A venda representa a saída da Motiva do segmento de aeroportos. A empresa informou que pretende concentrar sua atuação e seus investimentos nas concessões de rodovias, trens e metrôs.
A companhia também espera utilizar os recursos obtidos para reduzir o endividamento. A operação deve diminuir a relação entre a dívida líquida e o resultado operacional da Motiva de 3,7 vezes para aproximadamente três vezes.
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