Amigo relembra legado de Dr. Glauco e revela que médico sofreu incidente idêntico há um ano
Em entrevista emocionante, José relata amizade de mais de 30 anos e conta que o ortopedista chegou a ser reanimado pela secretária em episódio anterior na mesma banheira.

A morte do médico ortopedista Dr. Glauco pegou a cidade de surpresa, mas para as pessoas mais próximas, o choque veio acompanhado de lembrança. Em entrevista à equipe de jornalismo do Portal BnT, José, um dos melhores amigos do médico, revelou que Glauco já havia passado por uma situação de quase morte exatamente no mesmo cenário de sua despedida.
Visivelmente abalado com a perda do companheiro de longa data, José surpreendeu ao detalhar que o trágico episódio não foi inédito na vida do doutor. Há quase um ano, Dr. Glauco sofreu um mal súbito nas mesmas circunstâncias.
“Sim, a questão de quase um ano atrás, ele passou por uma situação bem parecida. Na mesma banheira e tal”, relatou o amigo. Naquela ocasião, no entanto, o desfecho foi diferente graças à ação rápida de uma funcionária. “Nessa ocasião, a secretária dele conseguiu reanimar ele, né? Reanimou e tal, daí me chamou, foi levado para o hospital, fez uma consulta e restaurou tranquilo”, relembrou.
A amizade entre José e o Dr. Glauco já durava mais de três décadas. Ao falar sobre quem era o homem por trás do jaleco, o amigo descreveu uma figura marcante, complexa e de coração enorme, que deixou sua marca no Hospital Bom Jesus e na vida de muitos ponta-grossenses.
“Nossa, o doutor era uma pessoa muito boa, bem polêmica também ao mesmo tempo, e ele sempre foi um grande companheiro. Tem muitos amigos em Ponta Grossa, sempre foi um médico muito solidário, atendia todo mundo”, destacou José.
A atuação filantrópica do ortopedista, muitas vezes silenciosa, foi um dos pontos mais exaltados pelo amigo durante a despedida. “Ele tem conhecimento de várias cirurgias que ele não cobrava nada. Era uma pessoa sensacional, sempre alegre. Muita gente que operou com ele saiu satisfatória das cirurgias. Era muito profissional, uma excelente pessoa”.
Para José, a morte do Dr. Glauco representa uma lacuna irreparável na saúde e na sociedade local. A convivência diária dá lugar agora à saudade de uma figura que, segundo ele, fará muita falta.
“Sempre estávamos aí convivendo com ele, uma amizade de mais de 30 anos. Uma pessoa maravilhosa, eu acho que Ponta Grossa teve uma grande perda, um médico competente. É um grande amigo que parte aí também, mas esse é o nosso destino, né? O jeito é se conformar aí com a perda do amigo”, finalizou, resignado.
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