Após morte de irmãos, operação combate venda irregular de veneno em Sengés

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Matheus de Lara
Matheus de Lara
Jornalista formado pelo Centro Universitário Santa Amélia (UniSecal) de Ponta Grossa. Graduado em dezembro de 2019, já trabalhou por dois anos em jornal impresso em conjunto com um portal de notícias. Atualmente exerce o cargo de jornalista no Portal Boca no Trombone, desde 13 de março de 2023.
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A Polícia Cívil de Sengés, com apoio da Guarda Civil e agente da Adapar, cumpriram na quinta-feira (20), mandados de busca e apreensão para apuração de crime de venda irregular e criminosa de veneno por um comerciante da cidade. As ordens, oriundas de inquérito policial instaurado após morte de dois irmãos, foram cumpridos no estabelecimento do suspeito.

De acordo com a Polícia Civil, o comerciante não possui autorização para venda de qualquer tipo de agrotóxico. “Em 8 de janeiro, uma pessoa da zona rural de Sengês, adquiriu no referido estabelecimento um agrotóxico proibido de ser vendido no Brasil desde o ano de 2020. O produto ainda foi comercializado de forma irregular, fracionada, em uma garrafa pet de meio litro, sem rotulagem alguma. O comprador, quando chegou em sua casa, guardou o invólucro, mas dois irmãos seus, que possuiam atraso cognitivo, confundiram com um suco e ingeriram parte do veneno, tendo vindo a óbito”.

A partir das mortes, se iniciou uma investigação policial com instauração do devido inquérito policial, ouvidas várias pessoas, requerida ao juiz mandado de busca, e na quinta-feira (20 de fevereiro), o estabelecimento comercial do suspeito foi objeto de busca.

“No local foram encontradas provas do cometimento do crime ocorrido no dia 8 de janeiro, pelo qual o comerciante irá responder a pena de reclusão de até nove anos de reclusão. Também foram encontradas provas de que o comerciante continua comercializando agrotóxicos, sem possuir autorização para tanto”, disse a Polícia Civil.

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Foram recolhidos material com um cliente que adquiriu agrotóxico no estabelecimento na quarta-feira (19 de fevereiro). Também será realizada perícia em material aprendido e vistoriado no estabelecimento durante as buscas, e caso encontrem-se indícios de que mais clientes tenham adquirido agrotóxicos de qualquer natureza no local, o comerciante irá responder em concurso material por todas as vendas realizadas, pelo mesmo crime cometido no dia 8 de janeiro.

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O suspeito também pode responder civilmente e solidariamente pelo dano ocorrido a terceiro, no caso a morte dos dois irmãos.

A Polícia Civil orienta a população para que não adquiram qualquer tipo de agrotóxico, também chamado de veneno ou mata mato, em local não autorizado e em embalagens sem rótulo e especificações de uso seguro.

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Relembre: Irmãos morrem ao tomarem veneno achando que era suco de uva em Sengés

Leia também: Telêmaco Borba promove o maior Carnaval Cristão do Paraná: ‘Alegra-te 2025’

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