Gaeco cumpre 10 mandados de busca contra facção criminosa no PR e MS
Esquema seria comandado de dentro da cadeia. Equipes apreenderam mais de 6 kg de drogas prontas para venda, além de celulares e balanças de precisão.

Durante a manhã de hoje, (06), o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação “Véu de Seda”, cumprindo 10 mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
As ordens judiciais, expedidas pelo Juízo de Garantias de Curitiba, foram cumpridas em endereços na capital paranaense e em cidades da Região Metropolitana: Colombo, São José dos Pinhais e Piraquara. A operação também se estendeu à região de fronteira, com buscas realizadas no município de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
O cumprimento das medidas contou com o apoio operacional de equipes da Polícia Penal do Paraná (Deppen) e de agentes do Gaeco sul-mato-grossense.
Apreensões de Drogas e Dinheiro
Durante as buscas nos imóveis investigados, os agentes apreenderam um vasto material que será utilizado para aprofundar as investigações. Foram confiscados nove aparelhos celulares, documentos diversos, cadernos de anotações e artefatos utilizados diretamente na logística do tráfico, como balanças de precisão, pinos e embalagens vazias.
As equipes também retiraram de circulação uma quantidade expressiva de entorpecentes, totalizando 5,282 quilos de maconha, 678 gramas de crack e 906 gramas de cocaína, além de R$ 7.019,00 em dinheiro vivo. Todo o material já foi recolhido e será submetido à análise e perícia.
A Fachada “Véu de Seda”
De acordo com as apurações do Ministério Público, a quadrilha atua nos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais. As diretrizes das operações ilícitas estariam sendo comandadas de dentro do sistema prisional por um integrante de uma facção criminosa de matriz prisional, que ainda não teve a identidade confirmada oficialmente.
O nome dado à operação, “Véu de Seda”, faz uma alusão direta à estratégia adotada pelos suspeitos. Para ocultar a movimentação financeira do tráfico de drogas, o grupo conferia uma aparência de licitude (o “véu”) aos negócios, utilizando uma suposta rede de prestação de serviços nas áreas de estética e beleza como fachada para lavar o dinheiro sujo. O caso segue sob investigação.
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