Assassino viaja 2 mil km e mata a ex-mulher com 20 facadas no Paraná
Assassino confessou ter planejado o crime por 17 dias. Ele viajou da Bahia ao Paraná, invadiu a casa da vítima na madrugada e a matou com 20 facadas.

Um crime bárbaro e friamente calculado chocou o oeste do Paraná. Um homem de 28 anos confessou ter planejado por 17 dias o assassinato de sua ex-companheira a facadas, a jovem Thainara Cavalcante, também de 28 anos. Para cometer o crime, ele cruzou o país, viajando quase 2 mil quilômetros desde o interior da Bahia até o município de Terra Roxa.
De acordo com as informações apuradas pela equipe de jornalismo do BnT, o feminicídio ocorreu na madrugada do dia 14 de maio, mas os detalhes da premeditação vieram à tona agora, com o avanço das investigações.
A premeditação e a invasão
O casal esteve junto por oito anos, mas o relacionamento havia chegado ao fim há cerca de cinco meses. Inconformado com a separação, o autor do crime invadiu as contas de Thainara nas redes sociais e descobriu que a jovem estava em um novo relacionamento. Foi nesse momento, segundo seu próprio depoimento, que a ideia do assassinato começou a ser orquestrada.
No dia 27 de abril, o suspeito deixou a cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, rumo ao Paraná. A investigação aponta que o autor monitorava os passos da vítima, e Thainara chegou a confidenciar a uma amiga que sabia que o ex-companheiro estava na cidade dias antes da tragédia.
Na madrugada do crime, a execução do plano foi implacável. O homem pulou o muro da residência da vítima e utilizou uma cópia da chave para conseguir adentrar o imóvel. Thainara foi atacada de forma brutal, recebendo cerca de 20 facadas concentradas na região do pescoço. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no próprio local.
Fuga e prisão
Após o ataque covarde, o autor deixou a cena do crime e se deslocou até a cidade vizinha de Toledo. Na casa de familiares, ele tomou banho e trocou as roupas sujas de sangue. Logo em seguida, dirigiu-se a uma delegacia da Polícia Civil e entregou-se às autoridades.
O homem foi preso em flagrante e permanece detido à disposição da Justiça. Os agentes da Polícia Civil tratam o caso formalmente como feminicídio qualificado por premeditação e motivo fútil.
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