Atropelamento na Parada LGBTQ+ de Berlim deixa uma morta e 16 feridos
Na noite de sábado (25/07), um motorista avançou contra participantes da Parada LGBTQ+ de Berlim, no parque Tiergarten. Uma mulher morreu e ao menos 16 pessoas ficaram feridas. O suspeito, Abdul B., foi morto pela polícia no domingo.

Uma mulher morreu e ao menos 16 pessoas ficaram feridas após um motorista atropelar deliberadamente uma multidão que participava da Parada do Orgulho LGBTQ+ em Berlim, na noite de sábado (25/07). O incidente ocorreu no parque Tiergarten, região central da capital alemã, onde o evento conhecido como Christopher Street Day (CSD) se dispersava com um show em andamento.
O suspeito, identificado como Abdul B., de 21 anos, também atacou vítimas com um facão e fugiu em seguida, sendo morto por forças policiais no domingo (26/07).
Detalhes do ataque
Atropelamento no Tiergarten
De acordo com testemunhas, o veículo saiu da Lennéstrasse em alta velocidade, invadiu a área do Tiergarten e atingiu diversas pessoas que acompanhavam o encerramento da marcha. A passeata, que reuniu milhares de participantes e cerca de 80 carros de som, havia percorrido a Rua 17 de Junho até as proximidades do Portão de Brandemburgo. Após colidir com uma árvore e perder o controle, o motorista abandonou o carro.
Agressão com facão
Logo depois, o agressor passou a ferir outras vítimas com um facão, antes de fugir. O ataque brutal deixou os participantes em pânico enquanto as forças de segurança iniciavam o socorro.
Vítimas: uma morte e feridos
Uma mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no local, conforme informaram as autoridades. Outras 16 pessoas deram entrada em hospitais da região – três em estado crítico e oito em estado grave, segundo os dados oficiais. A fonte não detalhou a identidade da vítima fatal nem as idades dos feridos. Equipes de emergência isolaram a área e prestaram atendimento imediato aos machucados, enquanto a polícia bloqueava o trânsito no entorno do Tiergarten.
O suspeito
Identificação e antecedentes
Abdul B., de 21 anos, foi apontado como o responsável pelo atentado. Ele já estava nos registros das autoridades e, segundo a polícia, pertence à cena islâmica de Berlim. Após fugir do local, o rapaz se tornou alvo de uma ampla operação de busca, com a divulgação de seus dados pela polícia e pela Procuradoria de Berlim para auxiliar na captura.
Morte em ação policial
O cerco terminou no domingo (26/07), quando agentes o localizaram e o mataram durante uma ação policial, de acordo com a Secretaria de Interior do Senado de Berlim. As investigações agora devem esclarecer as motivações exatas do crime.
Reações das autoridades
O episódio provocou forte comoção entre lideranças alemãs. O prefeito de Berlim, Kai Wegner, classificou o ocorrido como “um ataque à nossa sociedade livre e aberta”. Em publicação na rede X, Wegner escreveu: “Depois de uma CSD pacífica e colorida, a manifestação em defesa de uma Berlim tolerante e pacífica foi alvo de um ataque da forma mais brutal. Berlim é a cidade da liberdade, e nossa liberdade foi atacada da maneira mais terrível hoje”.
O chanceler federal Friedrich Merz condenou o “ato horrível” e assegurou que o caso será “plenamente investigado e punido”, em coordenação com o ministro do Interior. Já o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt (CSU), não hesitou em classificar o ato como “ataque terrorista islâmico”.
Luto oficial
Como gesto de luto, no domingo (26/07) o Bundestag amanheceu com bandeiras a meio-mastro em solidariedade às vítimas. A Parada LGBTQ+ de Berlim, tradicional evento de celebração, foi manchada pela violência.
Contexto da Parada do Orgulho em Berlim
A Christopher Street Day (CSD) é uma das maiores manifestações do orgulho LGBTQ+ da Europa, atraindo multidões todos os anos à capital alemã. Nesta edição, milhares de pessoas marcharam de forma pacífica ao som de 80 carros de som, em um percurso que se encerrava na Rua 17 de Junho. O incidente ocorreu justamente no ponto de dispersão, onde ainda acontecia um show, transformando a comemoração em cena de horror.
Investigação em andamento
As autoridades alemãs ainda não divulgaram detalhes sobre a motivação do suspeito. A Polícia e a Procuradoria de Berlim seguem analisando o caso, e o governo federal prometeu rigor na apuração. A comunidade internacional e entidades de defesa dos direitos LGBTQ+ manifestaram solidariedade e repúdio à violência. Enquanto aguarda respostas, Berlim se une em torno das vítimas e reafirma os valores de tolerância que foram atacados.























