Hoje é quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, dia de jogo do Operário Ferroviário, e eu chego para mais uma edição do nosso Bola Rolando, meu comentário diário aqui no Portal BnT, sempre colado em você que acompanha o dia a dia do Fantasma.
A rodada de ontem movimentou bastante o Paranaense. O Andraus, jogando em Curitiba, tomou um chocolate do Londrina: 6 a 1. Excelente resultado para o Operário, que respira um pouco nessa matemática confusa de classificação. Já o Azuriz venceu o Athletico — esse, sim, um placar que não ajudou em nada o Fantasma. No outro jogo, o Maringá venceu o Galo Maringá, aí sim um ótimo resultado para o Operário.
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Hoje a quinta rodada continua com três jogos: Foz do Iguaçu x Cianorte, em Foz; Coritiba x São Joseense, no Couto Pereira; e, claro, Operário x Cascavel, no Germano Krüger. Com o que vimos ontem, o Coritiba precisa só de um empate para se classificar matematicamente, já que o Azuriz, com a vitória, chegou aos oito pontos e já garantiu vaga. Se o Coxa vencer, melhor ainda para o Maringá, que pode ser decisivo para o futuro do Operário — e eu repito isso porque acredito mesmo: o Maringá é o time que pode decidir se o Fantasma passa ou não.
O Maringá chega aos cinco pontos com a vitória de ontem e, vencendo o próximo jogo — que é justamente contra o Andraus — coloca uma pressão enorme na tabela. Do lado do Operário, a missão é clara: duas vitórias nos seus dois jogos restantes. E vai depender sim do Maringá, tanto quanto o Maringá vai depender do Operário, já que na última rodada o Fantasma encara o Foz, que está com sete pontos e pode muito bem ficar estacionado.
A matemática é essa: todo mundo depende de todo mundo. E nós dependemos de muita coisa.
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Dentro de campo, o Operário carrega hoje a herança pesada deixada pelo trabalho do Alex D’Souza — uma herança ruim, um legado difícil de corrigir em tão pouco tempo. Ontem veio o anúncio oficial do novo treinador: Luizinho Lopes. Eu, pessoalmente, esperava Guto Ferreira. Não veio. Agora é torcer para que Luizinho consiga encaixar um trabalho sólido. No currículo dele, vejo apenas uma grande passagem: quase colocou o Vila Nova na Série A na Série B do ano passado. Depois voltou ao clube em 2025 e não durou muito. Mas futebol é combinação de fatores — quem sabe aqui a história não é diferente?
O problema é que o Operário não está mal só de treinador. Está mal fisicamente, mal de preparação de goleiros, mal na transição, com muita gente no departamento médico. Para hoje, Schumacher vai precisar de muita estrela, e a chegada do Doca e do Edwin Torres pode ser determinante. Os dois estreiam: Doca entra porque não há outro lateral-direito; Torres porque tem treinado muito bem e pode ser esperança de gols. Tomara que os dois façam uma estreia daquelas.
O Cascavel, por sua vez, não é nenhum bicho-papão. É um time vencível. O grande adversário do Operário, hoje, é o próprio Operário — superar suas falhas, suas limitações e o caos deixado pelo trabalho anterior.
A campanha até agora foi péssima: três jogos, um empate fraquíssimo contra o Maringá e duas derrotas que escancararam a fragilidade do time. Mas enquanto há vida, há esperança. Uma vitória hoje muda tudo. Coloca o Operário acima do Galo Maringá — que, mesmo vencendo seu último jogo, só chega a seis pontos — e mantém viva a chance de classificação, sempre com aquela dependência mútua com o Maringá.
É torcer. Torcer muito. Torcer por nós, torcer por eles, torcer até pela tabela.
Eu volto das 11h às 12h no BnT Esportes, sempre com você.


















