“Muita calma!”: Ancelotti freia euforia após melhor atuação do Brasil e exalta fase de Vini Jr. na Copa
Técnico italiano comemora vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, garante liderança do Grupo C e elogia a maturidade tática da equipe às vésperas do mata-mata.

Ao ser questionado sobre o que diria à torcida brasileira, visivelmente empolgada com o avanço da Seleção na Copa do Mundo de 2026, o habitualmente sisudo técnico italiano Carlo Ancelotti não resistiu e abriu um sorriso durante a entrevista coletiva concedida em Miami, na última quarta-feira (24). A resposta foi direta e bem-humorada: “Calma! Muita calma!”.
O tom de cautela não reflete desconfiança. Pelo contrário, Ancelotti celebrou aquela que considerou a melhor apresentação do Brasil sob o seu comando: uma vitória incontestável por 3 a 0 sobre a Escócia. O resultado carimbou a liderança do Grupo C (sediado nos Estados Unidos) e garantiu a classificação para a fase de 16 avos de final.
Evolução e “Pés no Chão”
Após um início com oscilações — evidenciado no empate por 1 a 1 contra o Marrocos, em Nova Jersey —, o comandante enxerga uma evolução clara no padrão de jogo da Seleção.
“Acho que a equipe está sólida, comparando com o primeiro jogo. Menos erros, mais ritmo, mais efetividade na frente. Temos uma boa impressão. O objetivo era sermos os primeiros do grupo. Como se diz no Brasil, pés no chão e vamos preparar o próximo jogo”, afirmou Ancelotti.
Apesar da satisfação, o treinador ressaltou que a equipe ainda não atingiu a perfeição e precisa acelerar o ritmo de circulação da bola. Com a chegada das fases eliminatórias, o italiano mandou um recado sobre a exigência mental do torneio: “Agora é mata-mata. É preciso ter coração forte”.
Vini Jr. e Rayan roubam a cena
Quebrando seu padrão de evitar análises individuais extensas, Ancelotti rasgou elogios a Vinícius Júnior. O atacante foi o grande nome da partida com dois gols marcados — um deles de cabeça, recurso raro para o atleta —, chegando a quatro tentos na Copa e assumindo a vice-artilharia. O peso do camisa 7 na campanha é inegável: ele participou diretamente de seis dos sete gols do Brasil na competição.
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“Não sou eu que descobri o Vini. Para mim, ele é top. Um dos melhores do mundo, obviamente. O fato de ele alternar a posição, não jogando somente aberto, mas também por dentro, é uma vantagem”, elogiou o técnico.
Outro nome que ganhou os holofotes do chefe foi o jovem Rayan. O ex-atacante do Vasco, hoje no Bournemouth (Inglaterra), herdou a vaga de Raphinha, que se recupera de uma lesão na coxa direita, e não decepcionou. Logo nos primeiros minutos, o camisa 26 desarmou o zagueiro escocês Scott McKenna e serviu Vini Jr. para abrir o placar.
Ancelotti destacou o “trabalho completo, defensivo e ofensivo” de Rayan e apontou que ninguém ainda sabe o real teto de evolução do garoto, sinalizando que ele deve ser mantido na equipe titular para a próxima fase.
O Caminho no Mata-Mata
Com a liderança confirmada, a Seleção Brasileira embarca para Houston (Texas), palco de seu primeiro desafio eliminatório, marcado para a próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília).
O adversário sairá do Grupo F, que terá sua rodada decisiva disputada nesta quinta-feira (25). O Brasil cruzará com o segundo colocado de uma chave que reúne Holanda, Japão e Suécia (a Tunísia já está eliminada).
O treinador do Brasil confirmou estar atento aos possíveis rivais e mapeou as características de cada um: “Os três têm qualidades diferentes. A Holanda é mais experiente, mas o Japão teve resultados muito bonitos nos amistosos antes da Copa. E a Suécia tem grande potencial à frente”, concluiu.
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