Bola Rolando: No Germano Krüger, Operário joga uma final pelo G6
Operário recebe o CRB em confronto direto pelo G6 da Série B. Vitória coloca o Fantasma na zona dos playoffs de acesso.

O Operário x CRB desta quarta-feira (9) tem todos os ingredientes de uma decisão antecipada para o Fantasma na Série B. Faltando 12 rodadas para o encerramento da fase de pontos corridos, não há mais muito espaço para desperdício de pontos, principalmente dentro de casa.
A vitória por 2 a 1 sobre o Londrina, no último domingo, recolocou o Operário em uma posição privilegiada na tabela. O Fantasma chegou aos 40 pontos e ocupa a sétima colocação, à frente do Atlético-GO, que possui a mesma pontuação, mas uma vitória a menos.
E é justamente aí que aparece a dimensão do jogo desta quarta.
O CRB está em sexto, com 42 pontos. Ou seja: é confronto direto pelo G6.
Vitória coloca o Operário no G6
A conta é bastante simples.
Se vencer o CRB, o Operário chega aos 43 pontos, ultrapassa o próprio adversário e entra no grupo dos seis primeiros independentemente do resultado do Atlético-GO. Isso acontece porque o Fantasma alcançaria sua 12ª vitória, enquanto o time goiano, mesmo vencendo na rodada, chegaria a 11.
Portanto, não estamos falando apenas de mais três pontos.
Estamos falando da possibilidade de o Operário assumir, de fato, uma posição entre os clubes que disputarão o acesso à Série A.
Na Série B de 2026, os dois primeiros colocados sobem diretamente. Já as equipes que terminarem entre a terceira e a sexta posições disputarão playoffs, com o 3º enfrentando o 6º e o 4º encarando o 5º, em confrontos de ida e volta.
É por isso que estar no G6 ganhou um peso ainda maior nesta temporada.
Germano Krüger precisa ser o diferencial
Daqui para frente, considero fundamental o Operário transformar os jogos dentro do Germano Krüger em vitórias.
Não dá mais para desperdiçar pontos em casa.
Quando o campeonato entra em sua reta decisiva, cada tropeço como mandante cobra uma conta pesada lá na frente. Contra um concorrente direto como o CRB, essa importância é ainda maior.
O empate não seria uma tragédia, evidentemente, mas mantém o CRB à frente e desperdiça uma oportunidade excelente de ultrapassar justamente o sexto colocado.
Vencer muda completamente o cenário.
O Operário acordaria na quinta-feira dentro do G6 e com a confiança elevada depois de duas vitórias consecutivas.
O fantasma do rebaixamento ficou distante
Também é possível olhar para baixo com muito mais tranquilidade.
Com 40 pontos, enquanto Avaí soma 29 na 17ª posição, o Operário abriu uma margem considerável sobre a zona de rebaixamento.
Não é correto afirmar ainda que existe garantia matemática de permanência, porque ainda há muitos pontos em disputa. Mas, olhando para a realidade da competição, o Fantasma pode direcionar suas atenções muito mais para cima do que para baixo.
Esse é o grande mérito da vitória em Londrina.
O Operário deixou de olhar pelo retrovisor e voltou a enxergar claramente o G6.
Agora precisa aproveitar essa oportunidade.
Operário terá que jogar mais do que jogou em Londrina
Apesar da vitória no clássico contra o Londrina, acredito que o Operário terá que apresentar mais futebol para derrotar o CRB.
O adversário desta quarta-feira atravessa um momento consistente na Série B e chega ao Germano Krüger ocupando justamente a última posição dentro da zona dos playoffs.
Será um jogo duro.
Muito duro.
Defensivamente, vejo evolução no Operário. A equipe ganhou consistência e tem conseguido se proteger melhor. Esse equilíbrio será indispensável diante de um CRB perigoso ofensivamente.
O problema está do meio para frente.
Jogadores como Diniz e Boschilia podem entregar mais tecnicamente. São atletas com qualidade suficiente para elevar o nível do meio-campo e precisam aparecer justamente agora, quando o campeonato passa a exigir decisões.
No ataque, a preocupação é ainda maior.
Ataque precisa responder
O setor ofensivo continua sendo, para mim, o principal problema do Operário.
Pabllo atravessa uma fase muito ruim. Neto Paraíba tem sido importante em determinados momentos, enquanto Ángel Torres ainda busca maior regularidade ao longo dos 90 minutos.
Contra o Londrina, por exemplo, Torres teve participação melhor no primeiro tempo, mas caiu de produção depois do intervalo.
Aylon, quando acionado, também ainda não conseguiu entregar aquilo que o Operário necessita ofensivamente.
Para disputar acesso, não basta defender bem.
É preciso fazer gols.
E, principalmente dentro do Germano Krüger, o Operário precisa encontrar alternativas para pressionar os adversários e transformar volume de jogo em chances claras.
Quarta-feira tem cara de decisão
Operário e CRB são equipes de nível bastante semelhante. Por isso mesmo, imagino um confronto extremamente equilibrado.
Se a chuva prevista para Ponta Grossa se confirmar, o estado do gramado também poderá interferir no estilo da partida. Nessas condições, normalmente vence quem consegue se defender melhor, errar menos e aproveitar as oportunidades que aparecem.
E o Operário precisa reduzir justamente um problema que tem sido frequente: o número de passes errados.
Não será necessária uma atuação perfeita.
Será necessária uma atuação competitiva.
O Fantasma já mostrou nos últimos anos que cresce quando encontra jogos de caráter decisivo pela frente. Foi assim no Campeonato Paranaense, na Copa do Brasil e em diferentes momentos da Série B.
Agora apareceu mais uma dessas partidas.
É possível vencer o CRB? Claro que é.
Será fácil? Nem um pouco.
Mas nesta altura da competição, quem deseja realmente lutar pelo acesso precisa ganhar confrontos como esse.
E quarta-feira é dia de o Operário mostrar se está apenas perto do G6 ou se está realmente pronto para fazer parte dele.
Assista a análise completa:
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