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Bola Rolando: Operário recebe o Avaí pressionado por vitória no GK

Operário enfrenta o Avaí no domingo e precisa vencer para seguir entre os primeiros da Série B. Confira a análise e possíveis mudanças no Fantasma.

Operário
Foto: André Jonsson / OFEC
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O Operário Ferroviário entra em campo neste domingo, às 11h, no Germano Krüger, com uma missão que não permite mais desculpas: vencer o Avaí. O Fantasma continua na parte de cima da tabela da Série B, mas chega ao confronto depois de uma sequência preocupante, com atuações muito abaixo do que a equipe já mostrou ser capaz de produzir nesta temporada.

Respeitar o adversário é obrigação. Tratar uma eventual perda de pontos em casa como algo aceitável, não.

O Operário vem de três partidas sem apresentar um bom futebol e viu diminuir aquela margem de segurança construída anteriormente. O desempenho defensivo também passou a preocupar. Conforme destacado no Bola Rolando desta sexta-feira (14), foram dez gols sofridos e apenas dois marcados em quatro jogos, números incompatíveis com um time que pretende permanecer entre os primeiros colocados.

Neste momento do campeonato, não basta lembrar o que o Fantasma fez anteriormente. É preciso voltar a fazer.

Vitória virou necessidade

O problema não é apenas a sequência recente. É aquilo que está acontecendo ao redor do Operário na classificação.

No cenário apresentado nesta sexta-feira, o Fantasma aparece com 35 pontos, enquanto vários concorrentes estão imediatamente atrás. Vila Nova soma 34, Novorizontino tem 33 e outros quatro clubes aparecem com 32 pontos. Uma rodada ruim pode representar uma queda importante na tabela.

É exatamente por isso que considero a vitória contra o Avaí inegociável.

O adversário chega ao Germano Krüger dentro da zona de rebaixamento, com 20 pontos, e enfrentando dificuldades na competição. Pode ter tradição, pode ter jogadores experientes e merece respeito. Mas, dentro de casa e brigando na parte de cima da Série B, é o Operário quem precisa assumir a responsabilidade do jogo.

Peso de camisa não pode ser usado como justificativa antecipada. O próprio Fantasma já mostrou nesta temporada que consegue competir e vencer adversários tradicionais. Agora precisa repetir isso diante de sua torcida.

É hora de mexer no time

Também chegou o momento de Luizinho Lopes rever algumas escolhas.

Insistir em jogadores que estão rendendo pouco pode custar caro justamente na fase em que a competição começa a apertar. Na defesa, especialmente, o Operário precisa recuperar segurança. Na minha avaliação, Klaus atravessa um momento muito abaixo do necessário para permanecer como titular, enquanto Joseph merece uma oportunidade depois de semanas de treinamento com o elenco.

Outra questão passa pela proteção defensiva. O Fantasma possui jogadores de lado com qualidade ofensiva, mas que deixam espaços quando o adversário tem a bola. Isso exige um meio-campo capaz de proteger melhor os zagueiros.

Uma alternativa seria fortalecer a marcação com jogadores como Índio e Matheus Trindade, permitindo maior liberdade aos atletas responsáveis pela transição e criação.

Na frente, a ausência de Pablo aumenta ainda mais a necessidade de encontrar uma formação eficiente. Maxwell merece oportunidade. Aylon também pode ser importante justamente pela capacidade de recuar e ajudar na construção das jogadas.

Minha formação para começar teria Vagner; Doka, Joseph, Miranda e Feliciano; Matheus Trindade, Índio, Vinícius Diniz e Boschilia; Aylon e Maxwell. É uma possibilidade para devolver equilíbrio ao time e, principalmente, diminuir a vulnerabilidade defensiva.

O Operário precisa voltar a ser ele mesmo

Mais importante do que nomes, porém, será a postura.

O Fantasma precisa voltar a entrar em campo com a intensidade, a organização e a competitividade que o colocaram entre os melhores times da Série B. Não pode permitir novamente que o adversário controle o jogo enquanto o time tenta reagir depois de sofrer um gol.

Contra um Avaí pressionado pela zona de rebaixamento, o Operário precisa tomar a iniciativa.

O adversário possui jogadores experientes, entre eles Felipe Vizeu, e não deve ser tratado como presa fácil. Ao mesmo tempo, chega a Ponta Grossa vivendo dificuldades e ainda buscando uma formação mais consistente.

É o tipo de partida em que um candidato ao acesso precisa mostrar por que está na parte de cima.

O Operário já provou durante o campeonato que tem elenco para competir. Agora precisa provar que também sabe reagir.

Domingo não é apenas mais uma rodada. É o momento de interromper a queda de rendimento antes que aquela gordura construída no campeonato desapareça definitivamente. No Germano Krüger, diante de um adversário da zona de rebaixamento, vencer deixou de ser apenas desejável. Virou obrigação.

Assista a análise completa: 

Ivan Vinícius
Autoria
Ivan Vinícius
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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