Começo a coluna de hoje, sexta-feira, 13 de março de 2026, falando do que vimos ontem à noite pela Copa do Brasil. O Operário Ferroviário fez a lição de casa e venceu o Capital Futebol Clube por 2 a 0, garantindo a classificação para a próxima fase. Mas, apesar do placar positivo, a atuação deixa alguns alertas ligados para o técnico Luizinho Lopes.
Eu já havia antecipado aqui o provável time do Operário, e ele entrou exatamente como imaginávamos: Vagner no gol; Doka, Cuenú, Miranda e Moraes na defesa; Índio, Vinícius Diniz e Boschilia no meio; Berto, Pablo e Aylon no ataque.
Confira o episódio na íntegra aqui:
Do outro lado, o Capital veio com mudanças importantes no setor ofensivo. O técnico Luizinho Vieira apostou em Léssinho pela direita, Nescau como centroavante e Ingro pelo lado esquerdo. Um trio que, diga-se de passagem, começou dando trabalho.
Um começo complicado
Nos primeiros 20 minutos, confesso: o Operário entrou muito mal no jogo. Foram erros de passe, falhas na saída de bola e um certo desencontro defensivo que quase complicou a noite alvinegra.
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Na defesa, Cuenú fez talvez sua pior partida com a camisa do Operário, enquanto Moraes voltou a ter dificuldades na marcação. Quem salvou o setor foi Miranda — e, principalmente, o goleiro Vagner.
O arqueiro alvinegro fez pelo menos duas grandes intervenções no começo da partida e segurou o ímpeto do time de Brasília.
O Fantasma acorda
Depois dos 20 minutos do primeiro tempo, o Operário finalmente entrou no jogo. O time passou a equilibrar as ações e criou boas oportunidades.
Mas a pontaria não estava calibrada.
Foram três chances claras desperdiçadas, até que, já nos acréscimos da primeira etapa, saiu o gol.
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Boschilia recebeu na entrada da área e deu um toque de pura inteligência para Pablo. O atacante dominou, girou sobre a marcação do zagueiro Éder e saiu cara a cara com o goleiro Luan. Com muita frieza, tocou rasteiro no canto esquerdo. Um golaço.
Quase no último lance do primeiro tempo, porém, Mateusinho cobrou falta na cabeça de Éder e novamente Vagner apareceu com uma defesa espetacular, garantindo a vantagem antes do intervalo.
Inacreditável: gols perdidos
Se o primeiro tempo terminou com vantagem, o segundo tempo foi marcado por algo difícil de explicar: o Operário perdeu uma sequência absurda de gols.
Teve chance aos 7, 8, 20 e 28 minutos, algumas delas praticamente dentro da pequena área. O placar poderia ter sido ampliado com muita tranquilidade.
O Capital ainda teve uma boa oportunidade com Nescau, aos 12 minutos, mas novamente Vagner apareceu bem.
O golpe final
Já perto do fim, aos 41 minutos, veio o golpe definitivo.
Edwin Torres recuperou a bola pela direita e serviu Vinícius Diniz, que apareceu livre diante do goleiro. Dessa vez não teve erro: chute colocado no canto esquerdo de Luan.
2 a 0 para o Operário.
Classificação garantida.
Agora vem o Londrina
E não tem muito tempo para comemorar.
O próximo desafio já está logo ali: o Operário enfrenta o Londrina Esporte Clube na quarta fase da Copa do Brasil, em jogo único, nos dias 18 ou 19 de março, em Londrina.
Ou seja: praticamente não há tempo para descanso.
O elenco deve fazer regenerativo imediato, recuperação física e já iniciar preparação para o confronto. A viagem para Londrina também precisa ser organizada rapidamente.
E tem mais um ingrediente nesse duelo.
O Operário eliminou o Londrina recentemente no Campeonato Paranaense e seguiu até o título. Isso ainda está entalado na garganta do Tubarão, e o jogo da Copa do Brasil promete ser mais um capítulo dessa rivalidade.
Grana no caixa e foco total
Com a classificação, o Operário também garante mais uma premiação da CBF, reforçando o caixa do clube — algo sempre importante em uma competição como a Copa do Brasil.
Agora, o foco é total no próximo desafio.
Porque Londrina e Operário nunca é jogo simples.
E eu volto mais tarde, a partir das 11 horas, no BnT Esportes, aqui no portal BnT e também na Cescage FM, para continuar analisando tudo que envolve o Fantasma.
Grande abraço — e até logo mais.


















