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Bola Rolando: Operário volta a mostrar força defensiva, mas falta acordar no ataque

Após quatro derrotas seguidas, o Operário mostra evolução defensiva, ganha novas opções no elenco e busca retomar as vitórias na Série B.

Operário
Foto: André Jonsson / OFEC
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O empate sem gols diante do Vila Nova pode parecer pouco para um Operário Ferroviário que ainda busca se aproximar novamente das primeiras posições da Série B. Mas, diante do momento vivido pela equipe, o 0 a 0 representou algo importante: o Fantasma finalmente interrompeu uma sequência de quatro derrotas consecutivas e voltou a mostrar segurança defensiva.

Foram apenas um ponto conquistado nos últimos 15 disputados. É muito pouco para um time que fez uma campanha consistente durante boa parte da competição. Ainda assim, o último jogo apresentou sinais de que Luizinho Lopes pode começar a encontrar novamente um caminho.

A volta de Cuenu foi importante. Ao lado de Joseph, deu mais estabilidade à defesa, especialmente nas disputas aéreas e no posicionamento. Depois de uma sequência em que o Operário sofreu defensivamente, terminar uma partida sem ser vazado já pode ser considerado um primeiro passo.

Mas precisa ser apenas o primeiro.

Algumas peças começaram a aparecer

Mesmo durante a sequência ruim de resultados, o Operário conseguiu fazer descobertas importantes dentro do elenco.

Matheus Trindade é talvez a principal delas. O volante ganhou espaço, mostrou qualidade e hoje parece cada vez mais consolidado como o primeiro homem do meio-campo alvinegro.

Luizinho Lopes, por sua vez, não abriu mão de sua principal convicção tática: o 4-3-3. O esquema é constantemente discutido por torcedores e imprensa, mas continua sendo a base do trabalho do treinador.

Existem escolhas que seguem causando debate. Uma delas é a utilização de Moraes Júnior pelo lado esquerdo. Em alguns momentos como lateral, em outros formando uma espécie de dobra naquele setor.

E é justamente aí que Gabriel Feliciano começa a conquistar espaço — e também a simpatia do torcedor.

Feliciano oferece características diferentes. Chega melhor ao ataque, finaliza com mais qualidade e também demonstra eficiência nos cruzamentos. Aos poucos, transforma a disputa pela posição em uma das mais interessantes deste elenco.

Maxwell também começa a reaparecer como alternativa importante no ataque, enquanto Ângelo Torres oferece novas possibilidades ofensivas. Contra o Vila Nova, inclusive, atuou mais centralizado, praticamente como um camisa 10, diante da ausência de Boschilia.

São opções que aumentam o leque de Luizinho Lopes.

Defesa melhorou, mas ainda falta ataque

O Operário chegou aos 36 pontos e agora entra em uma fase determinante da Série B.

Depois de perder tantos pontos no início desta segunda metade da competição, chegou a hora de voltar a somar de forma consistente. Não apenas empatar. O Fantasma precisa reencontrar as vitórias.

O sistema defensivo deu um sinal positivo contra o Vila Nova. Agora é necessário recuperar também aquele meio-campo que foi justamente uma das grandes forças do Operário nos melhores momentos da temporada.

Matheus Trindade, Vinícius Diniz e Gabriel Boschilia aparecem como uma provável espinha dorsal para o setor.

O problema é que, muitas vezes, os jogadores de ataque precisam recuar demais para ajudar na recomposição. Isso até pode fortalecer a marcação, mas cobra um preço alto ofensivamente.

Foi exatamente o que aconteceu contra o Vila Nova.

O Operário tinha atacantes em campo, mas poucas vezes conseguiu chegar com presença e criatividade à área adversária. Quando os homens da frente voltam excessivamente para ajudar o meio, falta alguém no último terço do campo para transformar recuperação de bola em perigo.

Contra o Fortaleza, é preciso dar outro passo

O próximo compromisso acontece na segunda-feira, dia 31 de agosto, contra o Fortaleza, fora de casa.

Até lá, Luizinho Lopes terá alguns dias importantes de trabalho para ajustar a equipe.

O empate com o Vila Nova mostrou que o Operário ainda consegue ser um time competitivo e defensivamente organizado. Mas isso não será suficiente para recolocar o Fantasma onde ele pretende chegar.

O Operário precisa voltar a ser um time completo.

Precisa defender bem, controlar o meio-campo e, principalmente, voltar a fazer gols.

Parar de perder foi importante.

Agora chegou a hora de voltar a jogar para vencer.

Assista a análise completa:

 

Ivan Vinícius
Autoria
Ivan Vinícius
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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