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Política

Câmara de PG deve realizar audiência pública sobre contrato do lixo

O anúncio foi feito pelo vereador e relator Professor Careca (PV), durante a sessão ordinária de quarta-feira (27). A data será divulgada em breve.

Câmara Municipal de Ponta Grossa vai realizar audiência pública da CPI do Lixo
Foto: Das assessorias
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A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) deverá promover, nos próximos dias, uma audiência pública para debater o contrato de destinação final do lixo no município, atualmente alvo de investigação pela CPI do Lixo. O anúncio foi feito pelo vereador e relator da Comissão, Professor Careca (PV), durante a sessão ordinária de quarta-feira (27). A data da audiência será divulgada em breve.

Em sua fala, o parlamentar destacou que a audiência terá como objetivo dar publicidade às investigações em andamento. “Nós iremos promover uma audiência pública aqui na Câmara para debatermos os fatos e documentos robustos que instruíram o relatório final da CEI do Lixo, que agora serve como base para a sequência das investigações da CPI que está em andamento na Casa de Leis. As pessoas precisam saber sobre as irregularidades desse contrato”, afirmou Professor Careca.

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O vereador também comentou a tentativa de anulação da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Lixo por parte da Ponta Grossa Ambiental (PGA). “A PGA tentou por duas vezes anular todo o trabalho realizado pela CEI do Lixo, mas a Justiça negou o pedido deles. Nós fizemos um trabalho sério, ouvimos diversas pessoas, fizemos requerimentos de informações. É estranho que a empresa queira anular a CEI”, acrescentou.

O caso na Justiça

A empresa Ponta Grossa Ambiental entrou na Justiça pedindo a anulação da CEI, alegando falta de imparcialidade nas investigações sobre os contratos firmados com a Prefeitura. O pedido, porém, foi negado em primeira instância pela juíza Luciana Virmond Cesar, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa.

Na decisão, a magistrada considerou que não houve violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. “O representante legal da impetrante foi intimado, a reunião foi reagendada e os representantes da empresa foram ouvidos”, destacou.

Outro ponto levantado pela PGA foi a participação da advogada Patrícia Tuma Hilgemberg como auxiliar técnica da comissão, sob a alegação de possível conflito de interesse. O argumento também foi rejeitado, já que, segundo a juíza, a profissional não presta serviços a órgãos públicos e sua experiência técnica justificou a atuação.

Em nota encaminhada ao Portal BnT Online, a Ponta Grossa Ambiental confirmou que recorreu ao Judiciário “com o objetivo de assegurar a legalidade e a imparcialidade” na condução da CEI e também da CPI do Lixo. A empresa afirmou ter entregue toda a documentação solicitada, mas alegou que suas contribuições não foram devidamente consideradas.

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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