Câmara de Ponta Grossa aprova criação da Semana de Enfrentamento à Endometriose
A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido do endométrio — que reveste o útero — fora da cavidade uterina, atingindo órgãos como ovários e intestino

A Câmara Municipal de Ponta Grossa aprovou, nesta segunda-feira (14), em primeira discussão, o Projeto de Lei nº 182/2025, que institui a Semana Municipal de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose. A proposta, apresentada pelo vereador Geraldo Stocco (PV), recebeu 16 votos favoráveis e agora segue para nova votação. As ações da campanha devem ser realizadas anualmente no mês de março, preferencialmente na semana do dia 13.
O objetivo da semana é ampliar a conscientização sobre a endometriose e incentivar o diagnóstico precoce. O projeto prevê a divulgação de informações sobre prevenção, tratamento, reabilitação e direitos das mulheres com a doença, além de estimular o desenvolvimento de políticas públicas que ampliem o acesso aos serviços de saúde.
A proposta também prevê ações para democratizar o acesso a informações sobre técnicas cirúrgicas e tratamentos pós-operatórios, especialmente nas áreas de endoscopia ginecológica e fertilidade. O texto ainda destaca a importância da participação da sociedade no apoio às mulheres diagnosticadas.
Para o autor da proposta, o diagnóstico precoce é fundamental. “Muitas mulheres acreditam que dor intensa e cólicas durante o ciclo menstrual são normais e acabam não procurando atendimento médico. No entanto, a endometriose é uma doença progressiva e, se não for tratada, pode se agravar com o tempo”, alerta o vereador Geraldo Stocco.
O que é a endometriose?
A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido do endométrio — que reveste o útero — fora da cavidade uterina, atingindo órgãos como ovários e intestino. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a condição afeta de 6% a 10% das mulheres. A prevalência é ainda maior entre mulheres com infertilidade (25% a 50%) ou dor pélvica (75% a 80%).
Fonte Câmara Municipal de Ponta Grossa
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